quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Tem uma dor, uma dor já conhecida, uma dor que incomoda. Ela é diferente das outras, e como tem doído intensamente por conta dos últimos anos (e meses), isso tá me tirando o sono. sério, é algo que eu me pergunto por que diabos ainda sinto se tinha prometido a mim mesma que não a sentiria mais e estava quase, quase, muito quasinho, chegando a tapar lindamente aquela cicatriz. Sabe quando tá virando cicratiz e você arranca a casca? dai sangra tudo de novo, né? então. 

ai fico pensando nisso dia e noite e noite e dia. Pq isso ainda? affff não acredito que vc tá nessa! mas gente, ainda isso? nada ver, nem tá tão assim, acho que vc ta exagerando...

e milhões de vozinhas falando, falando, falando na minha orelha! aaaaaaahhhhhhhh chega! silêncio!

mas tem uma parte que é sincera, e calma, e verdadeira, acho que essa é aquela lá do fundo, e então ela me diz que não preciso passar por isso não, e sempre me coloca um espelho na cara com um mini flash back de tudo, inclusive frisando as imagens desse ano, eu no Guanabara com os únicos R$ 20,00 me virando pra comer em pleno centro do Rio. pois!

essa ai que me ajuda sempre nas horas mais dificeis, essa ai quando me chama me diz que eu consigo segurar a bronca! ela me diz que seguro esse rojão com facilidade, mas já adianta que vai ser meio chato tbm...

e ai não sei, sabe?

mas tem hora que tô muito bem, muito segura de mim, quando jogo meu super cabelo encaracolado, loiro, hidratado e cheiroso pro lado e sinto que eu posso é tudo, oxi! eu posso fazer o que eu quiser e sim, eu sou muito forte e preciso reconhecer e encarar isso sem menosprezar. 

dai eu penso: afffff Nathália, olha pra você amor, sério?
você precisa disso?
amor, você fez tudo com nada! sozinha, dando a cara pra bater, caí e levantada, quis deitar, mas preferiu pular, de frente, peito aberto pro que desse e viesse! mano, cê é corajosa pra caralho, sabe? você se enfia, cara, bate de frente, se fode, levanta e começa tudo de novo. sem nada. sem papai depositando grana pra caso você precise. sem mamãe passando a mão na cabeça. sem boy ali do lado segurando a mão. fez tudo sozinha, mana! tá louca?

pode ir fundo, se essa vozinha ai falar de novo, meu se ela cantar de novo dentro de você:
você faz, resolve e dá teu jeito que tamo aqui sempre pra te segurar.

olhei pra baixo e vi uma fila de váááárias nathálias, cada uma de um jeito, me olhando, sorrindo e acenando com a mão que eu podia me jogar pq tava tudo em casa, tudo seguro.
umas várias nathálias, todas eu, cada uma do seu jeito, mas com a certeza de que eu não ia me esborrachar no chão.

ai eu senti um ar fresco bater no meu rosto e me senti ainda mais forte!

ainda não sei se coloco essa dor no pause ou se a deleto de vez.
tem dor que é boa tbm, né?
mesmo com o estrago que faz...

mas se eu decidir esvaziar a minha lixeira, as Nathys estão lá de boa, dançando, balançando o cabelo, sorrindo a nossa gargalhada forte.
eu sei: não há nada a temer! 











2 comentários:

Bibi Perigosa disse...

"mas tem hora que tô muito bem, muito segura de mim, quando jogo meu super cabelo encaracolado, loiro, hidratado e cheiroso pro lado e sinto que eu posso é tudo, oxi!"

Então é vc que fica dando mole pro Rubinho? Vou arrancar seu megahair!!!

Nathália Rodrigues disse...

guiérme continua noveleiro