domingo, 24 de fevereiro de 2019

É fexta!

Hoje é meu aniversário, esse dia lindo chamado 24 de fevereiro! (domingo de pré-carnaval)

Amo comemorar, receber mensagens, aquela coisa toda que vocês já sabem.
Esse ano será diferente, comemorarei fora do país, envolta de novas amizades, fiz um bolo que ainda não sei se poderá entrar na festa (kkk Irlandeses...)

Enquanto isso no Brasil a carnavalia come solte, come com força. Hoje sai o Monobloco,
Amigos da Onça, Pilantrangi e Bloco Santo Forte. Tá bom pra você? Se lá estivesse seria daquele jeito. Mas é bom tbm ter a experiência de ver a festa do lado de fora, espiando tudo, vendo como é que eles se organizam, é bom ter saudade de um chão que é tão meu e um espaço tão facilmente habitável.

Por aqui tudo é novo: os caminhos, a escola, os amigos, a língua cada vez mais dominável, os perrengues todos de imigrar enquanto estudante. Eu me preparei muito pra viver isso, quis muito, mas sempre sai fora do roteiro. Meu coração, por exemplo, ficou no Brasa com um cara maravilhoso que jamais imaginei me envolver, o sonhado trabalho de babá ainda não aconteceu, mas vai acontecer porque é nisso que minha energia tá focada, eu vou conquistar a Irlanda assim como conquistei a Inglaterra, leva tempo e precisa paciência, eu sei, eu sei.

são tantas sensações conhecidas....
as músicas, o vento, não vejo a hora de chegar em Londres.
Minha professora lembra muito a Larry e toda vez morro com isso.


É festa, é Carnaval, é Caetano Veloso, é peixessssssss


que dia mais lindo.
eu amo

domingo, 17 de fevereiro de 2019

Não tem TV

Pois é, aqui a maioria dos intercambistas não tem televisão em suas casas. Rola uma parada de licença pra ter os canais, tipo Net, e a fiscalização bate forte e real. Quem é pego usando ilegalmente recebe uma multa de 1000,00 euros e é assim que fiquei sem assistir meu programa favorito no Brasil, Inglaterra ou Irlanda. A-M-O telejornal e realmente isso tem me feito falta por aqui.

Em P'boro a televisão me ajudava muito, tanto em relação à solidão, quanto com o listening.

Por outro lado, viver sem televisão te libera tempo pra fazer outras coisas, como conversar, conversar e conversar com quem mora com você. Tem sido assim comigo e Rachel minha nova melhor amiga de infância rs.

Os primeiros dias são intensos e cobertos por emoções variadas. Olhar a janela e ter cada vez mais certeza de que estou aqui, me perder por um caminho X e não saber voltar, beber todas e conversar em inglês como se eu dominasse a língua, conhecer gente de todos os lugares do Brasil, sentir saudade da Diná e do Benjamín, tudo novo de novo, conversar com o boy no Brasa e sentir mais saudade, aliás o Tiago foi um baita presentão desses últimos tempos em São Paulo. A sútil e voraz diferença entre você se relacionar com um homem e não um moleque, não é meixmo?

A vila em que moro em D8 de um lado é meio quebrada, de outro é chiquezinho.
As casinhas com portas coloridas, a cidade que se recolhe às 23h, o vento forte que bate no rosto e todas as andanças, sobe rua e desce rua tudo à pé.


Hoje está um lindo domingo de sol. Aqui quando sai o sol a gente se anima e já quer ir pra rua pra aproveitar o astro rei no céu largado em algum parque por aí.


Outro lance muito forte e curioso em Dublin é a quantidade de brazucas que moram na ilha.
Uns chegaram há 04 anos, outros há 5 meses, outros há duas semanas. E aí todo mundo já vai passando as coordenadas, pagam uma cerveja, pega aqui um pedaço da minha pizza, no começo é foda mesmo, até sair o GNIB etc e tal. É super normal transitar pelas ruas e ouvir português.

É claro que aqui tbm tem aquele brasileiro classe média que se acha a última bolacha do pacote porque já manja dos esquemas e tem o passaporte vermelho. Esse é o mais otário e idiota de todos, além de renegar a raça de onde vem, ainda acha bonito querer levar vantagem com quem chegou há pouco.

sem comentários.

Como sou uma mulher de muita sorte, tenho cruzado com pessoas maravilhosas, entre elas, Manda Pizani e Thyci Maradei a configuração de como nos conhecemos é tão X, mas tão X, que somente indo ao começo desse blog em 2008 para entender rs.

Hoje é dia de Dyces, bebê. O único rolê em que é possível pagar 1,50 no paint de Paulaner.
E lá vamos nós.

Tbm descobri que vai rolar festa carnavalesca por aqui, PORQUE NÃO SOU OBRIGADA A FICAR SEM PULAR.



desbravando a cidade com profundidade e intensidade, tal e qual uma jornalista curiosa gosta.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Primeiros dias

A cozinha do apartamentinho tem exatamente o mesmo cheiro que o salão da Little Miracles. Quando entrei pela primeira vez fui automaticamente remetida para setembro de 2016, me veio um frio na barriga e então tive certeza: eu realmente estou aqui! 

Depois de um voo longo, uma conexão gigantesca, (foram 10 horas em Amsterdam), quando finalmente achei que ia entrar na Irlanda, eis que somos avisados sobre um problema técnico no painel do avião.

Ai meu deus, eu quero tomar banho, eu tô de regata por baixo, um casacão por cima e sem meia calça. Chovia a garoinha fina típica da Europa e eu pensei: o frio daqui é o frio daqui, ele não deixa nenhuma dúvida de que nunca está pra brincadeira.

"Vocês terão que trocar de avião"
Ai meu caraaaalho, não tenho sossego.

Quando finalmente o avião decolou foi tudo muito rápido, chegada, imigração, transfer.

Tomei banho e finalmente dormi, já lesada de tanto cansaço. O cansaço foi tanto que nem rolou a emoção da chegada.


Quando acordei vi o sol lá fora e a janela embaçada do frio: cheguei, porra!


Eu já amo esse lugar. Dublin é muito parecida com a Inglaterra. A mão inglesa, os lixos, as pessoas, os ônibus. Estou feliz de dar nojo, eu me sinto pertencente, é algo muito estranho e só acontece no Rio.

A cara do meu pai quando me viu na chamada de vídeo me deu vontade de chorar de alegria.
Foi muita economia, muito suor, muito sapo engolido, foi foda pra caralho mas deu certo.


Hoje é com ressaca que escrevo esse texto.
Prepara Dublin: Brasilis chegou!










terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Verdade Tropical

O que você faz quando está muito ansioso?
Eu, quando posso, nado, corro. Ultimamente tenho lido.
A história do Caetano vai aliviando, aliás, esse livro tá na mala.

Agora eu não penso mais no Carnaval, a viagem me tomou por completa.
São tantos detalhes, listas e coisas pra pensar nesses últimos dias.

A vontade de chorar tem passado longe (que bom!)
Todo o percurso foi foda, mas vai dar tudo certo.

É um grande BBB da vida real. Quem é que ajuda, quem fala muito e não faz nada.
Como ouvi dizer por aí, a ajuda vem de onde a gente menos espera.

Quase tudo pronto e e ela vem chegando.


haaaaaaaaaja


"Faz eles te chamarem de Brasil, hein. Mesmos os gringos"
Pode deixar.


É Brasil na área!
#brasilemdublin