sábado, 25 de abril de 2020

Delay

Quatro anos depois eu entendi que o certo é "fuckinhg hell" e não "fucking now" como eu repeti milhares de vezes.

vivendo & aprendendo.

Pq fui inventar de assistir After Life?
puta que o pariu é triste demais :((((((((((

Quando eu fiz planos (kkkrying), eu sabia que 3 meses passariam rápido, mas não imaginei que em 2 deles eu estaria presa por conta de um vírus.

sinceramente,
tem dias que só chorar alivia.
alivia, mas não adianta.

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Devaneios da 40tena

A quarentena parece o Governo Bozonazi: não acaba nunca!
aff;

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Fico muito lisonjeada quando minha terapeuta me pede ideias de temas pras lives. Me sinto inteligente, sei lá.
Pauteira, né mores?

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Essa situação de pandemia é tão bizarramente louca que tem dia que eu fico angustiada, depois alegre, depois triste, depois morte, depois feliz, depois solitária. É uma grande merda e parece que não vai acabar nunca, mas vai acabar e quando acabar será Carnaval.

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Falar em Carnaval tô pensando em aprender Saxofone (!!!)

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Tenho escutado muitas playlists, infinitas, diferentonas.
Se não fosse a música, meu deus, o que seria de mim?

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Aliás, esse povo conservador que é a favor da diminuição da pasta da Cultura tá fazendo o que agora?
Tem mais é que valorizar o entretenimento, a música, as artes em geral.
Povo burro, pela amor.

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Eu sou team Babu! É o paizão original!
Por sinal, eu já entrevistei ele. (A vida é muito louca, né?)

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É muito difícil conviver com gente fraquinha e sem referência, tá ligado.
Não saber quem é a Sônia Braga foi demais pra mim.

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Falar nisso, já assistiu Bacurau?
Filmão da porra, tá disponível no Youtube.

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Eu não vejo a hora de voltar a morar em SP, mas também, tão boa a Dublínia com seus preços acessíveis e sua simplicidade que de tão simples me irrita.

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Quando será que SP estará habitável novamente?
E Londres?
E Barça?
Diz que só pode ir pra Ams em Setembro!! Valei-me.

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Vi uma notícia da possível chapa Haddad/Dino e achei muito massa.
O trabalho que esse governardor vem fazendo no Maranhão é bem legal.
Na verdade eu acho que tinha que inverter e fazer Dino/Haddad. Por mais que eu ame o ex-Prefeito, infelizmente ele tá queimado com uma galera por conta do barba.
Mas só de ter tirado o barba do rolê já foi um golaço.
Vem, 2022!!!

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segunda-feira, 13 de abril de 2020

Sobre um dia (muito) especial

                                                De corpo, alma e coração!

Lembro de acordar e pensar: Meu Deus, finalmente esse dia chegou!
Acordei de ressaca na cama de um hotel no centro de SP, entre dengue e reformas, a vida uma zorra total, mas era dia de Rita e eu mal podia esperar...

Como sempre fui a primeira a ficar pronta: meia arrastão, maiô vermelho, a cara lotada de purpurina, puta merda, é sério que chegou? Eu não tarra acreditando que depois de dois voôs, uma escala, um inverno infernal, uma saudade dilacerante e uma ansiedade que me tirava o ar, eis que sim Nathália, era o dia do Bloco da Ritaleena.  haja! Anapaula, Wesli e eu partimos rumo a Pinheiros num sábado ensolarado de pré-Carnaval.

Sinceramente?
Eu amo a Rita Lee pra caralho e já pulo esse bloco há mais de 5 anos! Foram muitas configurações diferentes eu sozinha, eu com a galera, Mayra grávida ectc e toda vez que alguém surge com ideia de ir sei lá pra qual bloco novo eu bato o pé e reitero: Ritaleena é tradição. Lembro de ter mandado mensagem pra um milhão de pessoas "nos vemos lá, tô sempre na frente do bloco na corda, não tem erro".

A música de abertura foi nada mais nada menos do que Jardins da Babilônia, canção essa que cantei loucamente muito antes do dia do bloco. Porra, logo no abre? Marejei.
Só eu sabia todo o extenso caminho que tinha percorrido pra tá ali e ai ativei meu modo "então vai"
e sai pulando de corpo, alma e coração com uma sede de Carnaval que só quem ama muito e entende o que eu tô dizendo é capaz de sentir. Que emoção!

Nicolle e Samanta chegaram, ai meu coração.
Vem, vamos tirar mais uma selfie!


Sem stress, sem aperto, um público bem lindo, é bom manjar dos blocos pq você não passa raiva.
E era um tal de catuaba, cerveja, Skol Beats, água, e vai que vai! Quando do nada me surge Mayra!
Dai não deu, ai eu chorei mesmo porque tudo tem limite. Que delícia de abraço, que saudade amiga.
Cadê o Martín?

                                       No exato momento em que nos abraçamos 



Sai correndo atrás dele, aproveitei pra matar a saudade do Tuca e ficar dançando lá na frente pra pegar uma sombrinha tbm.

                                                   11 Carnavais e agora um novo integrante!


         Desculpe o Auê, eu não queria magoar vocêêê!

Acho que eu já tava naquele estágio de falar que eu amava o Carnaval que isso que aquilo e já tinha chorado e me recuperado dando por fim toda a emoção, nesse momento já tinha caído minha ficha e eu ia me recuperando até que Ju Salgado aparece. Ahhhhhhhh!!!
Minha amiga linda, foi me buscar no aeroporto e nem acreditei que ela foi mesmo! Gente, eu mereço tudo isso, né! Que sortuda da porra.

       Por isso não provoque, é cor de Rosa Choooqueee

A Henrique Schaumann se aproximava, sinal de que o bloco ia chegando ao fim.
Eu já bem pra lá de Bagdá queria me envolver com uma turma que ia pra Pompéia (ahahhaha inimigos do fim as always), mas minhas amigas conscientes não deixaram. Entrei num Uber e voltei pra República sã e salva.

Dormi.

Quando Anapaula e Wesli voltaram eis que eu ressurjo das cinzas cantando "Milagres do Povo" num looping sem fim.

                                                         Quem é ateeeeeeeu!

A noite acabou com uma macarronada de panela de pressão deliciosa, cremosa e bem quentinha que era pra matar a ressaca porque no dia seguinte tinha Confraria do Pasmado (valei-me!)

Eu sou muito grata pelos meus amigos, muito mesmo!
E fico muito orgulhosa de ter conseguido pular esse bloco do jeitinho que eu queria.

Sem dúvida, um dos dias mais legais de 2020.




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*estou aproveitando a quarentena pra por em dia vários textos. 






















Unforgettable




Eu não gosto de Natal.
Na verdade, eu não gosto de nenhum feriado santo, acho uma falsidade sem tamanho, odeio rolê familiar, parentada etc, e sempre que posso, fujo desses rituais bizarros.

Era quase Natal e eu estava em Dublin morando com uma família chata, sem paciência pra fazer ceia com gente nada ver e ai tive uma ideia maravilhosa de fugir pra algum canto e aproveitar o máximo possível fingindo que não era natal coisa nenhuma. Parti sozinha pra Amsterdam. Que golaaaaço!

Ganhar as ruas de uma cidade sozinha, com liberdade e independencia financeira é um sentimento tão sensacional que eu desejo que todo mundo possa fazer isso ao menos uma vez na vida.



Amsterdam estava ainda mais linda, completamente enfeitada e coberta por luzes e enfeites natalinos. Era quase um filme de Natal do Telecine com direito a pista de gelo, ventania com folhas caindo das árvores, torta tradicional de maçã com chantilly, laricas da madrugada no Febo, fanfarra com músicas de Natalinas, milhares de cervejas e otras cositas más.

Roteiro lado B em ação: Fui atrás da primeira casa da Anne Frank (antes do ataque Nazi), peguei um tram e sai da área central da cidade, foi maravilhoso. Era uma parte da cidade que fugia totalmente da arquitetura dos canais. Foi quando ví que DAM é grande pra caramba. Essa casa ficava num bairro meio distante cheia de predinhos e em frente uma estátua dela decorava uma pracinha.

Aqui na Europa a galera celebra o almoço do dia 25 e na noite do dia 24 é vida normal, pois bem: Tomei banho e fui andar pelo bairro Jordaan, o bairro mais hype da cidade e onde está situado o Museu de Anne Frank (lindo e bem triste). Tuca havia dado a letra de ir atrás da bendita torta de maçã. Chegando lá, peguei o doce e fiquei sentada numa mesinha na parte de fora quando ouvi um coral cantarolando as musiquinhas da igreja. Eu não curto a data, mas até que curti o som.

Depois fui descendo as ruas sem rumo nenhum tentando chegar num bar. É claro que eu me perdi e sem querer dei de cara com uma mega fanfarra, essa parte foi linda demais! Tinha criança, idosos, famílias, turistada toda tirando foto, gente jogando moeda no chapéu e todo mundo batendo palmas.
Quando o musical acabou eu sentei pra tomar uma cerveja feliz por ter realizado mais essa viagem e por ter ressignificado uma data que sempre me deixou tão pra baixo. Ai Amsterdam, como posso te agradecer?

O horário da meia noite se aproximava e eu comecei a escutar os sinos das igrejas badalando "Noite Feliz", então sentei numa calçada de frente pra um canal desconhecido e fiquei ouvindo e observando a vida, o povo e seus costumes naquela cidade fantástica e eu já semi bêbada e feliz, quem diria, não é mesmo?

Num outro dia me enfiei num walktour muito massa, o guia, um espanhol (gatíssimo) foi contado a história da cidade através de pontos turísticos que até então eu nem tinha reparado. Além disso, o fato de poder pedir uma cerveja em qualquer canto e poder conversar com qualquer pessoa é sensacional e faz todas as dificuldades valerem a pena. Detalhe pros vários Irishs que encontrei por lá e eles sempre muito cordiais e também muito lisonjeados por cruzar com uma brasileira moradora da Dublinia que também é deles.

Foi um presente de Natal importante e simbólico.

Quando a viagem foi acabando deu uma tristezinha dessas de quando a gente não quer ir embora, ou quer ir embora já pensando em quando vai poder voltar.

Como diz a letra: You are unforgettable!



                                                       Ams, maravilhosamente, Ams. 

Vá em paz, Moreira

Acabou chorare
Tin gon tin gon gon gon guin
Acabou chorare, ficou tudo lindo
De manhã cedinho
Tudo cá cá cá, na fé fé fé
No bu bu li li, no bu bu li lindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo
No bu bu bolindo
Talvez pelo buraquinho
Invadiu-me a casa, me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou na minha mão
Talvez pelo buraquinho
Invadiu-me a casa, me acordou na cama
Tomou o meu coração e sentou na minha mão
Abelha, abelhinha
Acabou chorare, faz zunzum pra eu ver
Faz zunzum pra mim
Abelho, abelhinho escondido faz bonito
Faz zunzum e mel
Faz zum zum e mel
Faz zum zum e mel
Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente
Inda de lambuja tem o carneirinho, presente na boca
Acordando toda gente, tão suave mé, que suavemente
Abelha, carneirinho
Acabou chorare no meio do mundo
Respirei eu fundo, foi-se tudo pra escanteio
Vi o sapo na lagoa, entre nessa que é boa
Fiz zunzum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum e pronto
Fiz zum zum