segunda-feira, 25 de junho de 2018

Em Mangueira

Essa noite sonhei que estava no ensaio na quadra da Mangueira com o melhor de todos os sambas comendo solto. Se isso não é saudade do Rio eu não sei o que é.
Melhor samba, com a melhor bateria, nos preparativos para o melhor momento do ano.

Saudades Rio
Saudades Mangueira
Saudades Maracanã, São Francisco Xavier, Uerj.


Em tempo: Faltam 248 dias para o Carnaval 2019!

avante, meu povo!

quarta-feira, 20 de junho de 2018

Sem filtro

Querido diário,

Mais um dia normal por aqui. Acordei e meu cabelo estava ridículo, fui trabalhar de coque me achando feia. Defendi grandes corporações ricas indo completamente na contramão dos meus valores e no que acredito. Dei sequencia na aporrinhação sobre a pauta do colégio rico e aliás fui avisada no de que próximo sábado terei de trabalhar durante a festa junina predominantemente rica, loira e composta pelos apoiadores do golpe. Delícia. Engoli calada todas as brincadeiras da carente e não é possível que ela ache que eu gosto dela, ou quem sabe, estou sendo uma boa atriz.

No almoço juntei o resto do meu VR e comi a comida simples de todo dia, pelo menos pude assistir o jogo do Uruguai. Procurei uma lembrança para Helena que vai completar 1 aninho, que bom que existem os filhos dos nossos amigos e os stories pra gente acompanhar o crescimento deles, né?

Tive que falar sobre problemas que não são meus e muito menos me interessam, porém estou envolvida simplesmente por um laço chamado família, seja lá o que isso signifique. Ódio.

Segui procurando um presente para Helena e achei um muito fofo que acredito que ela vai gostar. Sentei para ver o povo e seus costumes no shopping e vi um casal de senhores jantando. Eram bem idosos mesmos, deus me livre, mas quem me dera, mas deus me livre.

Peguei um ônibus ouvindo meu pop preferido no repeat. Cheguei nessa casa que eu não gosto de morar, fui ao banheiro e tudo na mesma: tampa do vaso pra cima, restos de comida na pia. Não vai mudar, entende? assim como não vai mudar as 700x que o velho vai ao banheiro e mija demoradamente e o barulho das gotas enche meu peito de ódio, um ódio que só eu sei qual é e a vontade que me dá de ir embora dessa merda.

Disseram que havia sopa de ervilha. a sopa de ervilha, assim como a sopa de carne e a sopa de frango não tem gosto de nada. quem sou eu pra criticar, mas pera lá, não tem gosto de nada mesmo. Peguei meu copo d'água, tomei banho e passei bastante creme nesse caralho de cabelo, que nem pra isso me ajuda. custava, me  diz se custava, saporra ser menos crespa na raiz? odeio raiz crespa, acordo no inverno e ele fica ridículo. não tenho dinheiro para alisar, e para completar, o secador veio com aquele encaixe enorme e que não cabe em quase nenhuma tomada. No quartico eu tenho que fazer um paranauê pra conseguir ligar o secador, desligar a TV, forçar o encaixe, testar pra ver se liga, e finalmente secar o cabelo, dormir e acordar no outro dia com ele completamente armado. que legal.

Falei com uma amiga sobre a ausência de sentido de tudo, falei com outra sobre a rápida passagem do tempo, avisei o demis que se eu morrer quero ser cremada, acho importante saberem que detesto velório caixão, flor, e que quando eu partir, quero virar pó.

Peguei o note pra escrever tudo isso no anseio de aliviar, meu note está velho e não posso mexer na tela, então escrevo estática fazendo um esforço do caralho.


não faz o menor sentido nada disso.














terça-feira, 12 de junho de 2018

Há que se celebrar

Acho que um dos presentes mais legais que já ganhei nesta data comercial foi o ingresso pro show da Banda Orquestra Contemporânea de Olinda, quando o ser humano que me presenteou não acreditava em datas comerciais e nem dava presentes. Um outro sensacional foi a viagem pra Amsterdam que, completamente sem querer e sem pensar na data, pois morando fora etc, quando percebi tarramos lá na cidade de filme!

A vida é bela sim todos os dias e deve-se celebrar o amor demais!
soy completamente a favor! É comercial? é, idai?

sou brega, escrevo carta à mão, compro presente mermo, faço jantinha, faço surpresa!

tou nem aí!
posto foto com declaração.

se não for pra se rasgar de amor, celebrar, declarar, que graça tem?
amor escondido, pois aqui que não.

eu boto é cartaz!

viva o dia dos namorados e vida Santo Antonio também!

S2

edit: puxando pela memória lembrei também que ganhei o rádio do Catarino justamente num Dia dos Namorados, eu fiquei tão feliz que quase chorei (piscis). Catarino é muito amor sempre. saudade meu carrinho!

quarta-feira, 30 de maio de 2018

Merlí da vida real


Estou assistindo Merlí, série catalã fofa e cabeça disponível na Netflix.

Dessas que dão esperança e fé na vida. O meu Merlí da vida real chamava-se Fernando Teixeira de Andrade, FT para os íntimos, mas ao invés da Filosofia ele nos ensinava Literatura.
FT que saudade, saudade infinita de você, querido professor. Ele me dizia que era pra eu ir pra cima mesmo, meter as caras no jornalismo (ai se ele soubesse...). 

Ensinar algo para alguém, inspirar, compartilhar conhecimento é das coisas mais lindas da vida, e eu lá em 2005 entre pedagogia e comunicação. Numa fuga do ABC decidi ir matar a saudade do gordo e invadi o Objetivo. Suado, já mais abatido pela doença e com a ironia de sempre, ele me olhou e perguntou: “Como é que estamos?”, e por sorte eu cheguei a tempo de conseguir assistir um restinho de sua aula.  O melhor episódio de todos foi ainda durante o cursinho, era aula especial FUVEST “Sagarana”, apenas o livro do meu escritor favorito, João Guimarães Rosa. Eu não consegui senha e pedi ajuda pra minha mãe ligar na direção do cursinho (aos 18 anos ainda pode pedir ajuda pra mãe, né?), e ela disse pra ele que eu era uma aluna muito aplicada e não ia desistir de ver essa aula, que poderia até assistir sentada no chão. FT riu e disse que jamais permitiria isso, descolou a senha pra eu ir na aula e assim foi-se durante 4 horas seguidas em que o mestre praticamente encarnou Augusto Matraga e tantos outros personagens. 

Na primeira aula, na primeira vez em que eu lhe vi, ele disse para a sala cheia: “Bom dia! Eu vou espalhar em vocês o vírus da literatura, sou autodidata em história da literatura brasileira, ator frustrado e advogado por formação”.

Assistir agora uma série que tem como personagem principal um professor fora do padrão e que estimula os jovens a pensar e a questionar as regras, automaticamente me faz lembrar de quando eu era a aluna, sabichona aos 19 anos querendo ganhar o mundo ao mesmo tempo em que tinha medo pedir a senha pra uma aula.

Que saudade, sacripanta, mal educado!  


Veremos

escrevi um texto agora que poderei publicá-lo em dezembro.
sabe quando você desengasga com força?
então.
vai ser isso.

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Gêmeos de gêmeos

Ao que tudo indica os gêmeos de gêmeos devem estar chegando ao mundo em cinco minutos.
Chegada dupla em um signo super duplo. Verdadeiro descontrole como já pontuou a mãe deles.

Um dia caótico, greve, postos de gasolina lotados, trânsito, #ForaTemer, combustível nas alturas, caminhoneiros pistolas, coxinhas (chupaaaa!) pistolaços, buzinaços. Jornalisticamente falando o dia encontra-se caótico: gestão de crises de empresas que estão começando a ficar sem material, qual vai ser o posicionamento? atendo o telefone e de repente é um repórter fudido do Estado me cobrando uma resposta. Corri pra alinhar o discurso. E o relógio avança.

E os gêmeos de gêmeos chegando no pedaço, num outono de por do sol lindo, uma copa do mundo batendo à porta, um ano eleitoral,  tá uma bagunça e eles chegando nessa vida que às vezes me deixa sem palavras e noutras me deixa sem fôlego.

Aos gêmeos de gêmeos, Catarina & Arthur: boas vindas!
Como lindamente diz Caê:

Venha conhecer a vida
Eu digo que ela é gostosa
Tem o sol e tem a lua
Tem o medo e tem a rosa
Eu digo que ela é gostosa 

A vida é linda, vocês são lindos, acompanhei pacientemente e semanalmente o crescimento de vocês. Por mais distante que eu esteja poder curtir tudo isso é muito especial!

Gêmeos de gêmeos desejo toda a saúde que um recém-nascido merece, um choro forte de quem sabe o que precisa, acalanto, amor e segurança. De nada mais vocês precisam agora.

Eu também nasci num dia 24 e garanto: é emocionante!

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Para descontrair

Acontece que jogaram um pano todo cheio de nós nas pontas, um pano velho, um pano, jogaram-o na varanda da casa da minha avó.

Chego ontem e:

- Nathy, achei tão estranho esse pano aqui.
- Eita tia, peraí, deixa eu pisar nele pra ver se tem algo enrolado.
- Estranho, né? de quem será isso?
- Será que não é da Aracy?
- Não sei, mas acho que não.


Hoje cedo:

- Nathy, já sai pq tenho médico. Acredita que o pano não está mais lá?
- Maaaaaaaano!!!!!!!
- Quando eu chegar vou ver com a Aracy se foi ela, pq às vezes ela joga na porta pra eu abrir e a gente conversas.


Olha, às vezes eu sinto que moro no interior.
E eu realmente espero que tenha sido a Aracy, senão vai começar uma mega investigação do caso do pano que sumiu.