Minha cabeça tá em SP, meu coração em SP, meus amigos em SP, meu trabalho em SP, meu chefe maravilhoso em SP, meu forró, minhas baladas, minhas escapadinhas, o meu café favorito, a livraria, a avenida, o boteco, a casa da amiga, a Praça, meus vizinhos. SP é o moedor de carne mais cruel por qual eu já passei, mas as raízes que tenho são de lá e é lá que me reconecto comigo mesma, com a identidade a qual criei e a de qual mais gosto. Cidade gigantesca, trânsito infernal, chuvas vorazes, SP é de uma força que me encanta. O ritmo, o barulho, é louco escrever e sentir que no meio do caos eu encontro comigo.
Corta pra mim sentada numa bancada de um apê em Dublin. Acabei de me mudar, não conheço ninguém, o quarto não tem janela e me dá pânico, todas as minhas coisas tão enfiadas dentro de um armário velho, tenho certeza que o cara do meu lado vai roncar, amanhã vai fazer frio e agora que voltei de SP tenho 100% de certeza que eu não pertenço a Dublin. Somos amigas distantes e é isso aí.
Sei tbm que preciso me esforçar pra (re) conectar com esse que será meu endereço por mais alguns meses e haja ansiedade e labuta. Não quero mais, caguei! Já falo inglês, não quero mais viajar, que se dane a Europa, quero paz no meu coração e seguir meu outro lado da vida. Sei também qual é o meu objetivo aqui e assim vou seguir, ainda que com uma angustia dentro do peito.
Mas se por um lado bate a angústia, de outro dá uma paz por saber que realizei esse sonho, que deu tudo certo e que agora em paz e com essa experiência vivida posso voltar por que eu quero!
Eu não sou daqui, Marinheiro só
eu não tenho amor, Marinheiro só
eu sou da bahia, Marinheiro só
de São Salvador, Marinheiro só
Mostrando postagens com marcador são paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador são paulo. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 3 de março de 2020
terça-feira, 18 de dezembro de 2018
última sessão
Ontem foi a última sessão de terapia desse ano. É sempre meio emocionante fazer um balanço do ano diante de uma profissional que tem uma escuta saudável e atenta pra poder ponderar os devaneios que eu vou lançando ao vento. Esse ano foi pesadíssimo, mas consegui colher bons frutos.
Desde o autoconhecimento, passando pela família, meus amigos, tanta gente especial que conheci esse ano, meu trabalho por quem espantosamente me sinto motivada, capaz, acolhida e feliz.
Nada, nada, nada pode ser melhor do que isso, e fica ainda mais evidente lembrar que a gente precisa nos afastar de todas as pessoas tóxicas, mas todas mesmo, sem um pingo de dó.
Pode chegar 2019: esperei tanto por você que nem sei.
Desde o autoconhecimento, passando pela família, meus amigos, tanta gente especial que conheci esse ano, meu trabalho por quem espantosamente me sinto motivada, capaz, acolhida e feliz.
Finalmente um final de ano em paz e com a vida nos eixos novamente!
Nada, nada, nada pode ser melhor do que isso, e fica ainda mais evidente lembrar que a gente precisa nos afastar de todas as pessoas tóxicas, mas todas mesmo, sem um pingo de dó.
Pode chegar 2019: esperei tanto por você que nem sei.
Marcadores:
são paulo,
sessão de terapia,
trampos,
tudoverdade
quarta-feira, 17 de outubro de 2018
Um quê de felicidade
Segue a vida linda pela Av. Paulista. Quando lancei esse blog, há 11 anos atrás, essa avenida era uma das minhas maiores inspirações. Ontem fui da Consolação até o Shopping Paulista caminhando e vendo o povo e seus costumes, como há muito não fazia...
...esse pré segundo turno tem mexido muito com a sociedade. Um clima pesado tomou conta das ruas, ainda que os casais apaixonados continuem se amando, os bebês aprendendo a andar, as grávidas (todas e muitas) exibindo a esperança através de seus barrigões, os cães correndo e tomando ar fresco em meio a multidão.
Ontem fui ver uma amiga, conversar sem tocar no celular, sem lembrar do tempo, só rir e escutar.
Tão bom e tão necessário fazer isso, sabe?
O cotidiano nos engole, temos que à força escapar da rotina.
Lavo roupa ou vou jantar com a Sidão?
Preparo a marmita ou vou correr no parque?
Pego um filme no cinema com o gato ou faço chapinha?
É foda.
Há tanta vida lá fora, ao mesmo tempo.
É primavera e o tempo começa a esquentar novamente.
O horário de verão jajá chega.
apesar do medo e do pessimismo em relação aos tempos dolorosos que o Brasil enfrentará se aquele idiota for eleito, ainda assim, ontem à noite consegui ver cenas bonitas da vida besta passando.
Espero definitivamente que essas cenas não acabem.
Decidi que vou abandonar meu cigarrinho.
E também decidi que vou conhecer a Letônia.
...esse pré segundo turno tem mexido muito com a sociedade. Um clima pesado tomou conta das ruas, ainda que os casais apaixonados continuem se amando, os bebês aprendendo a andar, as grávidas (todas e muitas) exibindo a esperança através de seus barrigões, os cães correndo e tomando ar fresco em meio a multidão.
Ontem fui ver uma amiga, conversar sem tocar no celular, sem lembrar do tempo, só rir e escutar.
Tão bom e tão necessário fazer isso, sabe?
O cotidiano nos engole, temos que à força escapar da rotina.
Lavo roupa ou vou jantar com a Sidão?
Preparo a marmita ou vou correr no parque?
Pego um filme no cinema com o gato ou faço chapinha?
É foda.
Há tanta vida lá fora, ao mesmo tempo.
É primavera e o tempo começa a esquentar novamente.
O horário de verão jajá chega.
apesar do medo e do pessimismo em relação aos tempos dolorosos que o Brasil enfrentará se aquele idiota for eleito, ainda assim, ontem à noite consegui ver cenas bonitas da vida besta passando.
Espero definitivamente que essas cenas não acabem.
Decidi que vou abandonar meu cigarrinho.
E também decidi que vou conhecer a Letônia.
Marcadores:
amor,
caminhos,
são paulo,
tudo verdade
segunda-feira, 23 de julho de 2018
O mesmo sol de inverno
A luz do sol de inverno que bate e invade o quarto faz lembrar o mesmo sol de outono de um outro lugar. A mesma luz, outra alegria, uma ansiedade diferente dessa de agora. Pela janela que reluzia a grama e esquentava a cortina vermelha, quanto sonho foi realizado? Tantos sonhos novos vividos, o tempo passa, a gente nem se dá conta. Naquela casa o calendário tinha uma data marcada, rabiscada em tinta azul, tal e qual a história da Cinderela: hora para começar e terminar. Agora, pela avenida movimentada rumo a um trabalho qualquer, o mesmo sol de outono faz reviver a antiga sensação. Hay que ter outros ares, outros caminhos, outros endereços, uma grama diferente, o parapeito largo de uma janela térrea, cortina em veludo? tão anos 80, tão saudade. A janela da cozinha abria de um jeito estranho, quebrava o vento, era lavada pela chuva. O mesmo sol aquecia as pias livrando a torneira quente do trabalho. O fogãozinho, as bancadas todas, tão lindinhas que cada dia podia organizar de um jeito, mesmo quando com tudo bagunçado era tambémém uma forma de organização. As pastilhas coloridas, os armários: um pras coisas gostosas, um pras panelas, o outro acima da geladeira, esse para as bebidas. Tantas vezes lavou a louça preocupada com o trabalho que não vinha, com a palavra que custava a sair do jeito certo, e tinha a conquista pela liberdade, a segurança pra vagar de bicicleta. No fim do dia o sol ia abaixando, era o horário de preparar o jantar. Mil receitas, o básico, ou as porcarias, foda-se! isso aqui é um sonho, sonho vive-se do jeito que a gente bem quiser. Agora um som indie rola pelo fone, acorda da recordação e volta para o modo de vida normal. Que bom ter memória, que bom poder (re)vive-las, que bom que há sinestesia.
Marcadores:
Memórias,
Peterborough,
são paulo,
tudo verdade
terça-feira, 12 de junho de 2018
Há que se celebrar
Acho que um dos presentes mais legais que já ganhei nesta data comercial foi o ingresso pro show da Banda Orquestra Contemporânea de Olinda, quando o ser humano que me presenteou não acreditava em datas comerciais e nem dava presentes. Um outro sensacional foi a viagem pra Amsterdam que, completamente sem querer e sem pensar na data, pois morando fora etc, quando percebi tarramos lá na cidade de filme!
A vida é bela sim todos os dias e deve-se celebrar o amor demais!
soy completamente a favor! É comercial? é, idai?
sou brega, escrevo carta à mão, compro presente mermo, faço jantinha, faço surpresa!
tou nem aí!
posto foto com declaração.
se não for pra se rasgar de amor, celebrar, declarar, que graça tem?
amor escondido, pois aqui que não.
eu boto é cartaz!
viva o dia dos namorados e vida Santo Antonio também!
S2
edit: puxando pela memória lembrei também que ganhei o rádio do Catarino justamente num Dia dos Namorados, eu fiquei tão feliz que quase chorei (piscis). Catarino é muito amor sempre. saudade meu carrinho!
A vida é bela sim todos os dias e deve-se celebrar o amor demais!
soy completamente a favor! É comercial? é, idai?
sou brega, escrevo carta à mão, compro presente mermo, faço jantinha, faço surpresa!
tou nem aí!
posto foto com declaração.
se não for pra se rasgar de amor, celebrar, declarar, que graça tem?
amor escondido, pois aqui que não.
eu boto é cartaz!
viva o dia dos namorados e vida Santo Antonio também!
S2
edit: puxando pela memória lembrei também que ganhei o rádio do Catarino justamente num Dia dos Namorados, eu fiquei tão feliz que quase chorei (piscis). Catarino é muito amor sempre. saudade meu carrinho!
terça-feira, 24 de abril de 2018
Far far away
Há quanto tempo não te escrevo? Quando foi que nos distanciamos desse jeito, mesmo com a proximidade? Eu sem vontade de te assumir, sem querer contato, um contato que antes era tão apaixonado, iludido, rico em sonhos.
Fato é que nós mudamos, tanto eu quanto você. Não era assim que eu tinha imaginado e eu odeio quando os planos não saem do jeito que eu quero, você sabe disso.
O outono me inspira e me traz vontade de escrever, registrar cada amanhecer e por de sol lindo, mas a galera anda só olhando pro celular, e quando reparam no entardecer é pra postar no storie. Hoje no almoço reparei que além do celular, a galera está triste, olhar perdido, ali comendo, imersos em mais uma hora de almoço.
Dia que vai, dia que vem... o final de semana se aproxima, o feriado chega, o outro mês se inicia... e o horário de almoço, bater o ponto, entregar o relatório, e o final de semana, o feriado e um outro mês.
Não sei se a culpa é totalmente sua, mas eu não acredito mais nesse tipo de felicidade, pra mim soa como uma felicidade fake. Felicidade comida bonita, cerveja artesanal, samba de gente chique. Felicidade hambúrguer artesanal. E tome cheque especial, juros, salário abaixo da média, tome reforma trabalhista, linhas de ônibus cortados, filas intermináveis nos hospitais, pane no metrô. A galera sobrevive, consegue viver dois dias por semana, a qualidade de vida vai pro ralo, mas o feed tá ó, maravilhoso. E editado. Com filtro e hashtag pra gerar mais like.
Nos meus longínquos planos a vida era pra ser mais viável, mais transitável, sem luxo, mas com conforto. Com paz, com um tempo, por menor que fosse, um tempo pra poder cozinhar. Mas aqui quem dita a regra e tem esse tempo é quem tem grana, de uma família que nasceu com grana, com um avô que conseguiu fazer grana quando isso era possível aqui.
Os anos vão passando, vou vivendo cada estação, todas as partes boas e as dificuldades, a falta de grana recorrente, o desperdiçar dos minutos dentro de um vagão com milhões de pessoas indo sei lá pra onde, focadas em não sei o quê, na tela de um aparelho móvel.
A vida é uma só, dizem.
São várias as vidas, a gente retorna pra resolver umas paradas, dizem.
É preciso fazer planos pro futuro, dizem.
Mas sinceramente, SP? Meu futuro está longe de você.
É preciso fazer planos pro futuro, dizem.
Mas sinceramente, SP? Meu futuro está longe de você.
Marcadores:
caminhos,
são paulo,
tudo verdade
Assinar:
Postagens (Atom)

