Eu durmo pensando na eleição, acordo atrás de números, vibro a cada nova chance, vou no ato, chamo minhas amigas. Ontem virei o voto do Jê. Fácil não foi, mas virei na raça, com 7000 milhões de argumentos, incansavelmente, incuravelmente, que quando ele me disse que ia votar no Haddad (sem nenhum esboço de empolgação) eu fiquei tão feliz, mas tão feliz que até perdi a fala. Falta o voto do Assis que é o que sempre me dá mais trabalho desde sempre.
Muito amor e emoção.
Tem que virar!
O ato ontem foi lindo e quanto mais escuto o Haddad, mais eu acredito que ele pode ser um puta presidente. O Haddad não é o Lula e muito menos a Dilma. Dilma é cabeça dura, Haddad tem jogo de cintura, é inteligentíssimo, e depois do discurso necessário do Mano Brown sobre a autocrítica do PT, depois dele ter virado aqui São Paulo (capital), meu coração tem um pouco mais de esperança.
Emicida jogando rosas brancas pro povo foi lindo de chorar!
E eu espero do fundo do meu coração peixes, que se der uma merda no resultado, o Brasil não chafurde (ainda mais) na merda. Pq aquele burro fascista já abriu a tampa de tudo o que há de pior, de todo o trabalho do feminismo, da comunidade GLBT, dos nordestinos, dos índios e dos pobres.
Puta merda, que grande desserviço esse cara.
Virar o voto e depois virar os olhinhos (blue) e dormir bem juntinho, já que não sou obrigada.
Hoje tô só um zumbi, mas avante que amanhã tem mais ato!
Haaaaaaaja
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quinta-feira, 25 de outubro de 2018
Insuportável
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segunda-feira, 15 de outubro de 2018
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Assisti ontem novamente o filme Que Horas ela Volta? e fiquei pensando em tudo o que tá em jogo nessa eleição.
Quando Jéssica diz que vai prestar FAU é nítido o incomodo dos chefes, na real, é uma mistura de incomodo com alerta como quem diz: mas será que a filha da empregada sabe o grau da prova da Fuvest?
Depois Bárbara solta: "Nossa, esse país realmente está mudando".
Nossa, onde já se viu uma nordestina sabichona querer se meter na FAU?
Quando o resultado sai e Val vai dar a notícia de que Jéssica havia passado pra segunda fase:
"É Val, mas não fica muito animada porque a segunda prova é ainda mais difícil, são outras questões, então assim, ainda precisa fazer a outra prova".
-----------------------------------------------------------
O pobre tem sempre que ficar provando seu valor, sua inteligência, sua capacidade, tem sempre, diariamente, que brigar com a faca no dente pelo seu espaço, pra ser reconhecido no mercado de trabalho, pra ter o direito de transitar por um espaço destinado só pros que tem dinheiro. Isso desgasta, não bastasse todos os outros problemas que precisa enfrentar.
-----------------------------------------------------------
É por isso mesmo que enquanto eu tiver a possibilidade de votar num partido que prioriza combater a desigualdade social eu vou votar. Em ideais sociais, é desse lado que eu vou ficar!
Que filme do caralho!
a classe média paulistana tem mais é que se foder mesmo. com bastante força.
Serei eternamente grata por Anna Muylaerte ter feito essa jóia!
Quando Jéssica diz que vai prestar FAU é nítido o incomodo dos chefes, na real, é uma mistura de incomodo com alerta como quem diz: mas será que a filha da empregada sabe o grau da prova da Fuvest?
Depois Bárbara solta: "Nossa, esse país realmente está mudando".
Nossa, onde já se viu uma nordestina sabichona querer se meter na FAU?
Quando o resultado sai e Val vai dar a notícia de que Jéssica havia passado pra segunda fase:
"É Val, mas não fica muito animada porque a segunda prova é ainda mais difícil, são outras questões, então assim, ainda precisa fazer a outra prova".
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O pobre tem sempre que ficar provando seu valor, sua inteligência, sua capacidade, tem sempre, diariamente, que brigar com a faca no dente pelo seu espaço, pra ser reconhecido no mercado de trabalho, pra ter o direito de transitar por um espaço destinado só pros que tem dinheiro. Isso desgasta, não bastasse todos os outros problemas que precisa enfrentar.
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É por isso mesmo que enquanto eu tiver a possibilidade de votar num partido que prioriza combater a desigualdade social eu vou votar. Em ideais sociais, é desse lado que eu vou ficar!
Que filme do caralho!
a classe média paulistana tem mais é que se foder mesmo. com bastante força.
Serei eternamente grata por Anna Muylaerte ter feito essa jóia!
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segunda-feira, 24 de setembro de 2018
Tá foda
Sábado fiz boca de urna num bar da Vila Madalena. Não me aguentei, sai de roda e roda perguntando em quem o povo ia votar.
O bar não era completamente coxa, nem completamente de esquerda então achei que foi válido saber o que tava rolando por lá.
De todas as bolhas que perguntei a maioria tá na mesma angústia Ciro ou Haddad, e ai a galera vem com argumentos pesadíssimos dos dois lados e meu coração continua na boca.
Apenas uma roda todos eles disseram que ainda não sabiam. Meu feeling jornalístico e a bebedeira me deixaram mais cara de pau e meti bala:
"Descartam o bozo?"
todo mundo em coro disse que sim, mas acho que nesse caso eles não tiveram coragem pra assumir.
Ontem num churrasco, um casal de amigos maravilhosos disseram que vão votar no demônio pq não querem o PT nem fodendo.
"mas vocês concordam com o que o candidato diz? o plano de Governo, etc e tal?"
não, a gente odeia mesmo é o PT. nesse caso eu nem discuti, encerrei o caso e segui meu baile.
Toda vez é isso, toda vez eu digo que não vou me envolver e quando vejo tô colando o adesivo do #13 na porta da geladeira pra ver se finalmente meu pai e minha tia me ajudam e acordam pra vida de que votar no picolé numa hora dessas pode foder demais.
e se a politica causa treta por um lado, ela também junta as pessoas. fiquei mais próxima dos meus dois tios petralhas e tamo ai na luta, na unha, pra ver se o negócio vira.
ainda sonhei que estava numa festa e todos os meus amigos jornalistas estavam decidindo se vamo de haddad ou de cirão.
pqp!!!
O bar não era completamente coxa, nem completamente de esquerda então achei que foi válido saber o que tava rolando por lá.
De todas as bolhas que perguntei a maioria tá na mesma angústia Ciro ou Haddad, e ai a galera vem com argumentos pesadíssimos dos dois lados e meu coração continua na boca.
Apenas uma roda todos eles disseram que ainda não sabiam. Meu feeling jornalístico e a bebedeira me deixaram mais cara de pau e meti bala:
"Descartam o bozo?"
todo mundo em coro disse que sim, mas acho que nesse caso eles não tiveram coragem pra assumir.
Ontem num churrasco, um casal de amigos maravilhosos disseram que vão votar no demônio pq não querem o PT nem fodendo.
"mas vocês concordam com o que o candidato diz? o plano de Governo, etc e tal?"
não, a gente odeia mesmo é o PT. nesse caso eu nem discuti, encerrei o caso e segui meu baile.
Toda vez é isso, toda vez eu digo que não vou me envolver e quando vejo tô colando o adesivo do #13 na porta da geladeira pra ver se finalmente meu pai e minha tia me ajudam e acordam pra vida de que votar no picolé numa hora dessas pode foder demais.
e se a politica causa treta por um lado, ela também junta as pessoas. fiquei mais próxima dos meus dois tios petralhas e tamo ai na luta, na unha, pra ver se o negócio vira.
ainda sonhei que estava numa festa e todos os meus amigos jornalistas estavam decidindo se vamo de haddad ou de cirão.
pqp!!!
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segunda-feira, 3 de setembro de 2018
Vambora
É Marielle,
é exército,
é juiz ganhando cada dia mais
é Museu
é fascista em primeiro elugar nas pesquisas
dói fundo e dói saber que isso não vai mudar.
meu lado otimista me diria para completar a frase com "vai demorar pra mudar", mas meu lado mais eu infelizmente não acredita que vá mudar isso aqui.
é um conformismo de quem está nessa areia movediça desde que nasceu.
indo e vindo entre Maria Luizas e Shopp Continentais. só piora.
e a vontade profunda que eu tenho de arriscar viver em outro lugar não é ilusão de classe média que diminui a própria terra pra pagar pau pra Europeu. não é verdade. Essa classe média (pobre) que voz fala já sabe que vida de imigrante não é fácil, mas creio que seja menos pior. e creio mais ainda que uma vida melhorzinha é possível dos lados de lá. sem luxo, sem mil viagens, sem carrão, sem vida de filme. pé no chão, buzão e bike, cozinhando a própria comida e passeando quando o dinheiro dá.
não adianta vociferar no facebook, invocar o luto no instagram.
a gente tá parado engolindo as últimas gordurinhas do golpe, a carne de pescoço imposta guela a baixo de um país que tem sua democracia por um fio.
tá foda demais.
e se de um lado a treta petralha x coxa continua,
de outro, o perigo avança e o povo ainda não se ligou.
que pena, Brasil.
que pena mesmo.
é exército,
é juiz ganhando cada dia mais
é Museu
é fascista em primeiro elugar nas pesquisas
dói fundo e dói saber que isso não vai mudar.
meu lado otimista me diria para completar a frase com "vai demorar pra mudar", mas meu lado mais eu infelizmente não acredita que vá mudar isso aqui.
é um conformismo de quem está nessa areia movediça desde que nasceu.
indo e vindo entre Maria Luizas e Shopp Continentais. só piora.
e a vontade profunda que eu tenho de arriscar viver em outro lugar não é ilusão de classe média que diminui a própria terra pra pagar pau pra Europeu. não é verdade. Essa classe média (pobre) que voz fala já sabe que vida de imigrante não é fácil, mas creio que seja menos pior. e creio mais ainda que uma vida melhorzinha é possível dos lados de lá. sem luxo, sem mil viagens, sem carrão, sem vida de filme. pé no chão, buzão e bike, cozinhando a própria comida e passeando quando o dinheiro dá.
não adianta vociferar no facebook, invocar o luto no instagram.
a gente tá parado engolindo as últimas gordurinhas do golpe, a carne de pescoço imposta guela a baixo de um país que tem sua democracia por um fio.
tá foda demais.
e se de um lado a treta petralha x coxa continua,
de outro, o perigo avança e o povo ainda não se ligou.
que pena, Brasil.
que pena mesmo.
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