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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Sozinha em London


Estou sentada tomando um café e sentindo a brisa de mais uma manhã ensolarada em Dublin enquanto escrevo esse texto e sinto os últimos espasmos de London vibrando em mim. Foi tudo muito intenso, como sempre.

Passei o último final de semana na cidade que mais amo esse mundo. Assim como no Rio, a conexão que tenho com essa cidade é sem explicação. Estar lá sozinha foi um presente que há muito havia ensaiado.

Londres te suga, te põe no meio da zona, na potência e na força, ali não é brincadeira e até para um simples passeio há que estar muito atento. Só que eu sou natural de São Paulo, ta ligado? Só vamos, Londres.

Andar sozinha, conhecer um bairro novo, revisitar os lugares, curtir o show do Baiana System e voltar debaixo de chuva na madrugada pegando um ônibus X e fazendo amizade com sei lá quem. Era só o começo.

O metrô, sempre um espetáculo a parte, esse foi fácil e agora manjo mais ainda das baldeaçõoes e conexões. Impossível não imaginar que SP tinha tudo pra ser tão poderosa e viável quanto.

Em muitos momentos a minha ansiedade quase atrapalhou, parecia e muito com a sensação de quando o Tarado Ni Você vai sair. Só quem espera 365 dias por esse momento vai entender. E eu respirava fundo e tirava foto, e olhava ao redor mais uma vez imaginando como deve ser morar ali. E sem a magia do encantamento, com foco na realidade, eu pude ver tantas faces tristes, cansadas e sozinhas, porque a verdade da cidade grande nem sempre é glamourosa.

London, London. De infinitos cafés, atraentes Pubs, do poder à pobreza, do trânsito travado e de tantos clichês, acho que agora posso descansar de você. Você que sempre terá um lugar especial aqui nesse blog e em mim.

Quando entrei em Dublin novamente senti um gosto curioso de casa. Eu já amo Dublin e agora posseo me entregar.

See you soon, my dear!



sábado, 8 de dezembro de 2018

Sigth of the sun

For once there is nothing up my sleeve
Just some scars from a life that used to trouble me
I used to run at first sight of the sun
Now I lay here waiting for you to wake up
The city outside still sounds like it’s on fire
You put on new sheets
The white flag of a Saturday night
I know we stayed up talking in circles
But I like to think the symmetry
Will keep me close to you
For everyone, I’m out to pull wrong, you keep the light on
The only one, you now me better than the truth
So despite what I’ve done I pray to God that we can move on
Cause thus far you are the best thing that this life is yet to lose
And, for once there is nothing up my sleeve
Just some scars from a life that used to trouble me
I used to run at first sight of the sun
Now I lay here waiting for you to wake up
I lay here waiting for you to wake up
So if you gonna leave, if you gonna go
I can’t bare to sleep without you in my arms
I know we got caught up slipping through a crowd of people and losers
But you must not let them take you
They don’t know you like I do
For once there is nothing up my sleeve
Just some scars from a life that used to trouble me
I used to run at first sight of the sun
Now I lay here waiting for you to wake up
I lay here waiting for you to wake up
Do you remember when we stayed up till the sun stretched through the room
I used to blame it on the queens walking down 7th Avenue
It’s been years now since we moved
I’ve gotten through with an excuse
You know I try not to speak superlatives
But it’s impossible to you
The city outside is nothing but a flicker now
You see our friends to bed, you turn out the lights
I start to think you’ll make a beautiful mother, I
I like to think I have everything I want from this life

quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Desde que o samba é samba é assim

É o melhor, melhor melhor melhooooooor!
eu amo o Caetano Veloso demais, melhor cantor/compositor brasileiro vivo.
de boca cheia eu afirmo.

no programa da Tatá Werneck, que lacre!
ainda mandou um sincerão pra quem defende burramente a ditadura
(e morou in London!) aiaiaia

todos os dias eu escuto pelo menos uma música dele.
quando tô feliz, quando tô triste, no Santo Forte, no Taraaaaado, em todos os Carnavais, no meu aniversário, no inverno ou vééérão, é Caê que berra
Caê faz parte de mim.



um dia se tiver um filho o nome será esse: Caetano.


dono do meu coração é esse leonino!



terça-feira, 17 de abril de 2018

De outros outonos

O outono me faz lembrar do vento gelado que batia na Metodista às 07h30 da madrugada já dentro da sala de aula naquela lonjura do Rudge. Minha grande preocupação há 10 anos atrás era aprender a escrever direito, manjar de laudas e reportagens, falar mal dos outros com o Guilherme e a Nath, e descolar um estágio remunerado que me pagasse mais do que R$ 400,00. Pro ansioso todas as fases doem e não adiantava me dizer que as coisas iam dar certo, eu sofria e nem poderia imaginar os belos rojões que vinham pela vida à frente. Com 21 anos a gente sabe o que dessa vida? Eu achava que sabia muito...

A gente tomava café e chocolate quente quando o frio chegava de vez, o ar gelado do ABC não perdoava. Tudo isso rolava na cantina do Delta, ou a cantina de humanas habitada pelas melhores tchurmas de Jornal, PP e RP, que já naquela época a gente não tinha dinheiro ou saco pra ir comer com a parte coxa da faculdade (eu já tão comunistinha. tão briguentinha. tão fora do padrãozíneo). Era pão de queijo barato e o café pequeno custava R$ 0,50 cents o grande 1,00. Isso sim que era vida!

Depois a gente pegava carona com o Eduardo e com o passar dos anos o Gui finalmente botou o celtinha pra rodar e me deixava todo santo dia na Paulista.

Pqp que saudade!

Agora escrevo esse texto com a tão sonhada experiência que naquela época me assombrava, aprendi não só a escrever, mas a fazer reportagem etc e tal, até release nóis faz agora. Adiantou sofrer, querida? Adiantou perder noites de sono por conta dos trabalhos, pelas notas (um pouco) baixas, pelas imensas vagas de estágio que não foram retornadas?

Naquela época minha preocupação era deixar o cabelo o mais liso que eu conseguisse, acordar 05h30 era um pesadelo, sonho era conseguir ir pro Juca com o rolê já quitado #ata. Nos meus tempos de Virgula eu recebia R$ 380,00, trabalhava dois finais de semana por mês, ia pro Remelexo de ônibus, tomava jurupinga, catuaba e canelinha.

O outono me faz lembrar também que esse ventinho gelado é corriqueiro numa outra cidadezinha que eu jamais imaginaria que conheceria, caso alguém me entrevistasse em 2008 indagando sobre os meus sonhos para o futuro. As curvas da vida, o inesperado, a oportunidade, a coragem, a vontade que dá (e sempre deu) pra me jogar.


2 years ago.


Outono é memória boa e saudade.




quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Snowing

vem chegany a Primavera, porém a neve segue pelos lados de Pteborough. todos os meus amigos compartilhando fotos, stories, vídeos, pizza rolando na Little Miracles pra comemorar as gotinhas brancas que caem do céu. e eu que não to lá pra curtir com eles!!!

puta mundo injusto.


I never felt the same after comeback to Brazil....


.
.
.
.
.

and continue....


eu reclamo todos os dias e me arrependo da zica de curso que decidi fazer pra seguir uma carreira. sou invadida por um misto de ódio e revolta pq jamais imaginei que a linda profissão passaria por essa crise ridícula, essa panela, essa merda toda. Porém, nao posso deixar de dizer que foi através dela que aprendi tudo isso,  a mecânica da porra toda, a revirar e descobrir todos os veículos de comunicação, todas as informações, apurar, checar e ir atrás puxando fio por fio. nesse sentido o aprendizado foi grande, tanto que, apesar de mais um ano longe, eu sigo acompanhando e sabendo tudo que rola pelos lados da minha Pboro.

quem diria?

eu jamais poderia imaginar.

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Dias de glória, dias de rock


                                esse céu azul é mais mentiroso que o Temer...

Era tempo de arrumar as malas e pensar em como seria retornar para o Brasil. Tinha um casamento em Praga pra ir, pensa que chique! tinha um visto enrolado, tinha dinheiro da faxina e do babá, tinha ainda uns 20 dias antes de voltar e também tinha um plano: pra onde vamos se o visto não sair?

Manchester? Liverpool? Mais um dia em London?

Partimos rumo a Liverpool pra um final de semana assim simples, só conhecer mais uma cidade etc e tal. Logo na chegada já dava pra sentir que ali o bicho pegava no frio, norte é norte e não tem brincadeira não.

Um hostel singelo distante do centro nos acolheu. A parada é ficar distante do burburinho pra poder sentir qual é a realidade de quem vive ali, os pubs, os restaurantes, os busões e tals. Liverpool é grandona, tem umas ladeiras até então nunca vistas lá pelos lados de P'boro. Tem pegada de cidade grande, mas não tão grande quanto a capital. Delicinha. Indo pro Centro o rolê muda de figura e um ar de rock and roll começa a tomar conta de tudo. Ítalo já tinha quase me deixado careca de tanto dizer o quão lá era maravilhoso e o Cavern, e os Beatles e blá blá blá, mas fã é fã e eu nem era tão louca pela banda até então.

Alguns pubs depois, topamos com um restaurante brasileiro e depois de quase 6 meses sem sentir o cheiro de feijão, o que dizer da emoção de poder degustar uma feijoada? A gente quase chorou de tanta felicidade. Seguimos turistando, uma pausa para o café, alguns suvenirs, a chuva que não dava uma trégua. Mas porra, é Liverpool, né? precisamos aproveitar o máximo possível.

Dessas coincidências que acontecem pelo mundo a fora, Ju e Igor, brasileiros maravilhosos, passavam férias e também estavam na cidade. Que bom poder abraçar uma amiga, né? Jantamos juntos e a saga pra ouvir Beatles começou. Nem sei ao certo por quantos pubs nós passamos, estava um frio chato, chuva miúda, mas ouvir uma banda cover no bar onde tudo começou é, sem dúvida, emocionante. Milhões de hits, é música que não acabava mais. A verdade é que ali a gente sente realmente a grandeza e o porquê de todo o sucesso.

A vida é bela sem roteiro de viagem e a possibilidade de fazer o que bem quiser, e topamos com uma galera da Escócia que comemorava a despedida de solteiro de algum membro. Adendo: Lá na Europa despedida de solteiro é coisa séria e a galera investe real no evento. Os Escoceses eram TODOS gatos, meu ex namorado graças a Deus entendeu o quão feliz eu estava com tamanho presente enviado do universo e deixou eu ficar ali babando, obrigada senhor. Eles estavam fantasiados de super heróis e era tanta alegria que até uma dancinha nós aprendemos a fazer. O bar inteiro na mesma vibe, essa parte foi demais.

Vai rock, vem rock, uma fotinho ali com Lennon, ai que emoção etc. Adendo 2: Aqui no Brasil era dia de eleição para Prefeito e eu estava com o coração na mão só de pensar que o Haddad não seria reeleito e aquele coxinha tomaria o lugar de jestor. sem comentários. Lembro de ter tirado várias fotos fazendo 13 com as mãos com a foto dos Beatles do meu lado haahahahah. ai ai

O sol saiu no outro dia, tomamos café com o cara do hostel, uma pena não ter podido ficar mais um dia por ali sentindo a cidade.

Adendo 3: depois de ter voltado pro Brasil, numa dessas viagens pro Rio, conheci duas moças que eram de Liverpool! uma delas louca pelo brasil fazia capoeira, sabia dançar forró, e um dia me mandou uma foto com "Fora Temer", Nathália I remember you! A outra trabalhava como enfermeira e ficou de cara como eu tinha pesquisado pela cidade e etc. Lindas, lindas.

E assim terminou a saga de cidades britânicas que tive o prazer de conhecer. Nadinha acontece por acaso e é como sempre digo: a segunda parte da viagem deslanchou de tal maneira que era por isso que eu não queria vir embora. mas tudo bem, o baile segue e ainda tem muita história pra contar de lá.

ainda hoje continuo acompanhando as notícias (jornalistinha intragável), os stories e os instas das britânicas. Mas melhor que isso foi ter podido levá-las pela primeira na praia do Arpoador e num bloquinho de Carnaval.









quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Now

só agora consigo expor emoções e dias vividos em Londres. memórias pululam na minha mente. que saudade. a saudade me corrói. não nasci pra esperar.
a certeza de que vou voltar me abastece.
e eu que sou britânica e não sabia?

ah Inglaterrinha, tu me aguardes.         
me espere que eu chego já.

Camden Town


Se me perguntar agora qual o melhor lugar do mundo, eu vou dizer, do alto dos quatro países que conheço: é Camden Town. Estava ouvindo agora o show da Amy e me deu uma saudade grande do bairro em que ela decidiu chamar de seu. Camden é movimentado, tem trem e tem metrô, é na zona norte de London, distante da muvuca do centro, tem bairrismo, tem pub com mesa de sinuca, tem reggae na calçada, tem jazz e tem várias vilinhas com casas frente aos parques, característica tão intrínseca da cidade. Londres me puxou pelo cabelo, fiquei sem ar. Havia sentido isso apenas no Rio, e novamente lá, cara a cara com o Big Ben. Mas Camden é o Butantã. Ele é movimentado e caseiro ao mesmo tempo, ele é foda e antigo ao mesmo tempo, ele é chique e suburbano ao mesmo tempo. Lembro de um dia, no meio de tantas bebedeiras, a gente sentado numa praça X, que dava vista pro metrô, era anoitecer e em volta havia alguns predinhos tipo BNH.

Você sabe o que é ter um ídolo?
você sabe o que é habitar o bairro do seu ídolo?
pois, eu sei.

Eu sentada ali no banco de cimento sem ter a noção do quão grandioso aquilo era.
Parça, eu tava no bairro do meu amor, sabe?

Foi ali que tirei a foto encostada no ônibus vermelho
foi ali que tirei a foto cara a cara com ela ali estampada.

Lembro da gente sair perguntando onde era o pub preferido dela, e uma transeunte muito folgada dizer que qualquer pub ali era habitado por ela. Amy morreu em julho de 2011, estávamos em abril de 2016. eu sou jornalista e quero saber onde se metia a musa da minha vida, com licença?

Fomos até o pub famoso por ter recebido a cantora. O jazz à luz de velas exibia o tom intimista do rolê; e eu ali sentada onde Amy poderia ter sentado. fã é uma coisa muito louca, e eu enquanto fã sou de lascar.

Lembro do vento batendo no meu rosto e eu ali em Londres, em Camden, eu ali pertinho do local em que habitava Amy, eu ali fã incurável. do caralho!!!!

ainda hoje me pego pensando nesses dias por lá habitados....

que bom ter vivido tudo isso.
eu amo a Amy demaisssssssss
e amo poder ter escrito esse capítulo da minha vida.

sempre vou lembrar do metrô passando e eu me sentindo a verdadeira londoner ali.


é MUITO amor.
não sei nem explicar.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

É neve que você quer?


Tô eu sambando pra espairecer, fazendo amigos igual loica, aquela coisa toda de ser Nathália Rodrigues, quando conheço um casal no meio do bar. Tudo isso porque alguém tinha ficado preso no banheiro e Nicolle não dava novidades do causo.

Papo pai, papo vem, sentei pra descansar um pouco, quando eles viram e dizem a seguinte frase:
- Você parece a Amy Winehouse, sabia?
- O quê? Vocês não brincam com coisa pelo amor de deus!

Morri.

Não é a primeira vez que ouço essa! Mas obviamente que não me acho parecida com a minha musa britânica!

Eles não acreditaram que eu fã e lá fui eu contar toda a minha saga.

Amy linda, te amo demais!

E o que dizer da nevasca que invadiu UK? E invadiu a pequena Peterborough de um jeito que não se via há 6 anos! foi um tal de fazer boneco de neve, brincar no jardim, até a Mush viu a neve pela primeira vez e ficou com aquela cara de quequetaconteceno? Que coisa linda!

Cada foto e cada áudio!

Sem contar da reforma do Queensgate que agora conta com play patrocinado nada mais nada menos que pela Little Miracles! é pra cabar, brasil!

sim, sou jornalista e acompanho as notícias da minha cidade e do meu país amado.

Daria um dedinho pra tá lá na neve com eles! (não foi pouca neve não, hein?)

#muitoamor

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

amigo é amigo, fdp é fdp

tô eu ouvindo samba e tomani cerveja quando recebo um áudio em inglês.
era minha professora de inglês, com o Ítalo, reclamando por eu não estar no encontrinho nice.
respondi em inglês.

morreram!


é engraçado como as pessoas entram na nossa vida, né?
eu odiava inglês com todas minhas forças, odiava real.
e foi ele quem me deu a primeira aula e sofreu toda a raiva e preconceito que eu tinha com o idioma.

ahhahahaha

foi ele tbm responsável por me incentivar, por me apoiar a viajar, colocar Amy e Queen pra tocar nas aulas!

e nos dias mais tristes ele foi lá na minha casa, pagou minha cerveja, fez piadas toscas e nerds, me levou num bar em Osasco só pra ouvir rock.

amigo é isso aí, o resto é conversa!

eu acho mega importante a gente preservar, investir e nutrir amizades assim!


amigos são os poucos e bons, e os falsiani grazadeus tão longe da Brasilzinha aqui!

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

não esquecer

O lugar mais legal que ja fui na vida chama-se Londres.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

Blackbird

Blackbird

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise

Blackbird singing in the dead of night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free

Blackbird, fly, blackbird, fly
Into the light of the dark black night

Blackbird, fly, blackbird, fly
Into the light of the dark black night

Blackbird singing in the dead of night
Take these broken wings and learn to fly
All your life

You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise
You were only waiting for this moment to arise












sexta-feira, 29 de setembro de 2017

E agora?



miss u my darling. every day

Há quase 365 dias eu penso todos os dias na Inglaterra. Não falta um, não falha nunca. Mas quando o Sidnei vai pra lá, e vai pra minha cidade, minha P'boro pequena, ai o negócio fica sério. É um tal de tira foto, tá frio? foi no ASDA? foi no Drapers? Comeu burguer? andou de bike? como tá o rio? passou em frente de casa? escreveni e chorani....

eu nem sabia que exisitia esse  tipo de saudade. que é um negócio que fisga lá no fundo e não cura com nada, só sonhando. mas ainda bem que tem ele pra ir lá e me contar como tá a terrinha e me mandar áudios do metrô, pois muito jornalista quero saber de T - U - D - O.  ai eu coloco a Amy pra tocar e lembro do dia que fui lá em frente a casa dela e agora tô aqui contando os centarros pra fechar a conta do mês e esse mesmo pé que descansa sob a cama pisou em frente a casa daquela diva, monstra, meu amor maior, minha Amy!

eu sempre acho que poderia ter aproveitado mais, mas eu sei que eu fui até o talo de intensidade, tanto que perdura até hoje!

ai que saudade!
ai que saudaaaaaaaadeeeeee!

da minha casa de sofá vermelho, da minha cozinha pequena, do meu jardim, das minhas correrias em torno do parque, dos rolês de bike, ir até a casa da Larry sozinha, encher a cara de Guiness, acordar ansiosa igual criança pra ir pra London, economizar pounds pra comprar tudo em cerveja, tudo em batata frita, mas que viagem do caralho!

nem era sobre isso que eu ia escrever meu deus!
eu ia inventar um conto de uma menina que se apaixona por um cara, sabe?
eu tenho que ler o chatíssimo mayombe do pepetela
tenho que lavar roupa
assar a janta (pão de queijo)

mas tô aqui ouvindo Amy num looping desgraçado. acaba que nem consigo olhar o álbum direito, tamanha a dor que sinto, ai o olho lacrimeja e eu fico besta.
né possível!

ai quero passar pra ouvit Beatles e automaticamente lembro que era eu ano passado em Liverpool!
affffffffffffffffffffffffff


ser nostálgica é péssimo, mas tem um lado bom que é lembrar quase que exatamente de tudo.

e é como eu disse: eu vou voltar. e acabou.

porque se eu choro e sou peixes, meu ascendente é um touro decidido. e furioso!



quinta-feira, 22 de junho de 2017

Little Miracles

Há sol na Inglaterra,
há sol em Peterborough,
as quatro horas de fuso,
as crianças na Little Miracles brincando lá fora na mesa colorida.

não tem um dia que eu não pense nelas.
coração chega dói, 
ano passado era eu ali, né?

mas se tem um lugar nesse mundo que eu vou voltar é lá. não importa quando, nem como, eu vou e acabou.
ando rascunhando textos sobre esse lugar que me ensinou tanto.

aliás, por falar em Inglaterra a Mel C das Spice tá no Brasil pra divulgar o álbum novo, né?
quão não foi minha alegria ao ouví-la hoje na rádio Mix ao vivo no programa! morri.
de quebra ainda os caras soltaram uma sequência de sons das Spices, foi muito amor.

com licença, mas eu  consegui entender tudinho que ela disse durante a entrevista!
ai ai
melhor sotaque
melhor país
melhor cidade

eu amo a Inglaterra tanto que nem sei!

amo demais.

domingo, 7 de maio de 2017

fail

o plano era ouvir samba,
mas
tocou
Beatles.

(((( saudade a gente não controla, lembranças também não)))


terça-feira, 2 de maio de 2017

será?

será que essa saudade da Inglaterra não vai passar?
será, será?
que até o cheiro da geladeira eu vou continuar lembrando?
e do cheiro do corredor, da ong, cheiro da casa da larry?

é o que eu tenho me perguntado muitas vezes ao dia...

segunda-feira, 20 de março de 2017

MUITA saudade

mas muita saudade mesmo de Peterborough. as vezes ouço alguma música e sou profundamente resgatada pra lá, com força consigo ainda lembrar de alguns cheiros (como o do corredor do prédio), deus do céu nunca imaginei que essa saudade pudesse ser tão profunda e tão real. agora aqui no Brasil começou o outono e eu tô me sentindo lá, esse ventinho que arrepia o braço ficando sem blusa, esse céu cinza, depois azul, e essa ventania. isso é muito UK e eu penso na Inglaterra pelo menos um pouquinho todos os dias. acho que isso é uma das poucas coisas que tem me animado esses tempos, lembrar de lá e saber que ainda é possível voltar e passar no ASDA, entrar no shoppping que vai começar a ser reformado, fico sonhando com a possibilidade de ir na Little Miracles mais uma vez e meu coração dispara. já pensou? sonhar não custa nada e é bom demais, mas que saudade de você Inglaterrinha, como amo você país! mas como amo minha Peterborough pequena e quieta, como sinto falta dos meus dias e da simplicidade que era viver a vida de lá, melhor sono que já dormi em toda a minha vida; saudade de cozinhar na cozinha de parede vermelha e tomar cerveja boa, saudade de tudo, da grama, do parque, é saudade demais, mas se tem um lugar nesse mundo que eu faço questão de voltar é lá! e esse dia vai ser foda, mas tão foda, que isso me motiva e diminui isso tudo aqui.

O Reino Unido é foda,
a Inglaterra é maravilhosa
Londres é apaixonante,
mas Peterborough,
ahhhhhhhhhhhhhhh

é MEU AMOR!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

A vida é bela demais




Como diria Guimarães Rosa: o que a vida quer da gente é coragem!
Eu estava bem chateada com o rolo da caneca, pq só quem trabalhou duro, comprou algo de valor sentimental e perdeu de graça sabe do que eu to falando. Amo e fiquei louca com o metrô de London, era sempre uma vibe muito boa, as estações, as escadas rolantes e eu poderia facilmente viver no metrô! (aquelas loucas). A bendita caneca tinha a estampa do metrô e lá em Peterborough tava eu pra cima e pra baixo com a caneca.

Mas Nathy, o que houve com as canecas?
Pois é, não sei. Só sei que nas minhas coisas não estava.

Corta.

Rua Pedro Taques, esquina com a consolação, apêzinho delícia, fui visitar a Madá, filha de uma amiga. Eu sempre me recarrego e me animo com a energia das crianças, essas abençoadas!

Minha amiga fez café, comi pão de queijo, quando eu estava finalizando a história da caneca (é assim mesmo, tem que falar até a ferida secar).

Ah mas a caneca
Falar em caneca, você tem a caneca da Madalena?
Que caneca?
Ai meninaaaa!!! A caneca de quando ela nasceu
Ai meu deus, não tenho!

Pronto agora você já pode começar uma nova história com a caneca!

Obrigada universo, mas obrigada mesmo, quando eu menos espero você me mostra como a vida tem que ser: focada no amor.

Balança, mas não cai
e eu vou atrás das crianças pq é através delas que eu me encontro.









domingo, 20 de novembro de 2016

FDS mucho loco

Toda vez é assim: é difícil voltar pra SP e engrenar a rotina daqui com resquícios fortíssimos do Rio de Janeiro em mim. mas tudo bem.

O FDS começou com questões burocráticas pelo desejo de me jogar de vez na educação. Maravilhoso, mas cansativo. Autentica documento, vai no correio, tira xérox, volta. Acabou que já era 13h e eu nem tinha comido nada.

Depois de toda a papelada autenticada, parti pra Santa Cecília atrás duma camiseta linda demais da marca "Liquidificador de Cor", que conheci quando ainda estava na Inglaterra. A marca é linda e produzida por uma simpatia de pessoa que atende pelo nome de Bárbara.

Chego no apartamento e dou de cara com uma gaúcha que fala cantado. Quase morri.

Camiseta em mãos, segui pra Paulista, que era dia de encontrar Sidão e Giu. Antes, dei de cara com o Banespão que me deu logo o papo reto de que se quero ir embora, era pra ir logo. Aff.

Meu celular está descontrolado após o aguaceiro no Rio. Molhou, eu taquei ele no arroz, mas booom, booom, não tá não. Entrei num boteco na Augusta pra carregar o que restou do meu telemóvel.

Com Sidão e Giu tudo igual, a gente só fala besteira, eu gargalho, Giu divide as brejas comigo, enquanto que Salomoni vai bebericando seu suco. Ai como é bom voltar e rever meus amigos!

Eu já exausta, mas ainda elétrica, deve ser o retorno de saturno que tá bombani.

Deveria seguir rumo minha cama, mas advinha?
Fiz um pit stop no Butantã, fui atrás da Guaci, maravilhosa, sambista.
Mais amor.

Acabou que perdi o último "Shopping Continental" e fui dormir na casa da sambista, que mora apenas em frente à Praça Elis Regina.

Capotei ansiosa, pq sábado era dia de chábaile da Agnes.
Corta.

CháBaile da Agnes, minha mãe no rolê, mais um amigo que desemboca no Brasil após 2 anos de viagem, o baile solto, a alegria, e eu, como sempre, não caibo em mim. Falei com todos como se a casa fosse minha. Do alto do descontrole, peguei minha purpurina, meus óculos de coração e abri a ala do #Carnaval2017.  Pintei geral. Quem eu conhecia, quem eu não conhecia, quem queria, quem não queria. Pintei sim e se reclamar vou pintar de novo!

Não há nada como uma festa em que as pessoas estão purpurinadas, é um realce, sabe?

Ai ai que emoção.

Eu acho que caiu minha ficha realmente de como a vida é bela, ainda com todos os problemas, ainda com tudo, é bela sim.

Hj foi dia de estudar inglês com o professor que virou meu amigo, e que, além do Sidnei, é o único brasileiro que esteve na minha casa lá em Peterborough, que foi ASDA, que conheceu Hebe, a senhora que trabalhava no supermecado, ai ai ai...

é tanta vida, é tanta luz e emoção que parece que a Inglaterra foi um sonho distante.
Mas não foi, porque a viagem foi tão maravilhosa que colho os frutos dela agora!

Muito amor e gratidão, viu?


terça-feira, 1 de novembro de 2016

A Volta



Depois de um dia mucho loco em Londres, meu último dia cara a cara com Sr. Big Ben, com duas amigas maravilhosas em Canden Town, eu me despedindo em silêncio e agradecendo à Amy por tudo, por cada canto, era meu namorado que chorava de emoção de um lado, e eu que engolia seco de outro. Um trânsito maldito (era sexta à noite na capital do mundo), um rolo eterno para entrar no aeroporto, a ajuda de velhinhos voluntários, eu chorando de medo de perder o avião, 11 horas com o joelho latejando, e enfim, São Paulo, cheguei!

Escrever isso agora é muito fácil, difícil foi ficar uma semana inteira sem dormir direito por motivos de fuso horário, a emoção de bailar meu Santo Forte com duas amigas lindas, a cara inchada de tanto chorar revendo meus amigos num forró, a Diná que não arreda o pé de mim, minha mãe que me faz café, o Benjamin gigante usando aparelho móvel, é tudo, tudo, muito emocionante!

São apenas 2 semanas na minha terrinha, no meu Butantã esquerdista mesmo sem o Haddad, são só duas semanas, mas eu e Sid já nos beliscamos várias vezes pra ter certeza que de tudo isso é verdade. Engatei a primeira marcha e inventei um Carnaval tão lindo, recebi amor, comidinhas e músicas especiais, eu sou pisciana minha gente, não é fácil não!

E agora, agora sim, meu quarto novo, meu bairro velho, os ônibus, as filas, o trânsito (saudade zero!). Agora sim a vida vai entrando nos eixos, eu half journalist, half Nanny, eu com saudade de todas as crianças da Little Miracles, aquele lugar tão especial pra mim que agora parece tão distante, agora eu me reinventando novamente, explicando que vou ser sim uma Babá Alternativa, folguista, brincante. Agora eu sei que é ao lado das crianças que eu me conecto comigo mesma.

Algumas pessoas me dizem: "Mas Nathy, você mudou muito". É, eu mudei, mas mudei pra melhor, eu agradeço todo santo dia pelos meus amigos, pela minha família, pela minha vida, meu trabalho e principalmente pela coragem e alegria que tenho dentro de mim. É verdade também, que andei esquisita no ano passado, mas agora sim! Agora é Nathália com intensidade e gargalhando. É Carnaval que chega, meu bem!

O que dizer do último domingo que subi num trio elétrico e me declarei pro Tutu?

Eu ainda não sei muito bem explicar o que aconteceu desde o meu último dia em London, mas eu sinto como se fosse um renascimento. Rever pessoas, revisitar lugares, cada novo dia é uma nova oportunidade pra tentar ser feliz. Talvez seja o maior clichê que já escrevi nesse blog, mas agora caiu minha ficha de que isso aqui é minha vida, e o que mais importa nessa vida é ser feliz!

***
Diego, aonde quer que você esteja, saiba que muito do que escrevi aqui é para você! Quantas vezes nós dividimos marmita, arrumamos o estoque, fizemos planos, tomamos sorvete e desabafamos um pro outro? Foi muita sorte minha ter conhecido você, pessoa do bem, esforçado e tão sorridente! Foi ainda mais sorte poder te contar que finalmente eu estava na Inglaterra e que era para você se jogar também! As pessoas não morrem, ficam encantadas, e saiba, você ficou encantado pra mim! Muita, muita luz pra você.


A vida segue seu curso, cada um na sua caminhada, viver é algo mágico, e chegou o momento para eu agradecer tudo!

Muito obrigada