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quarta-feira, 10 de junho de 2020

Vale lembrar:

A vida é muito curta pra ficar com alguém que transa mal.






sexta-feira, 27 de março de 2020

Desejo:

Eu quero que o Bolsonaro morra.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Um grande exercício

De tudo que tenho aprendido essa lição é a que mais tem me dado trabalho. Parece um grande clichê, e talvez até seja mesmo, mas controlar a expectativa, e quiçá tentar viver sem ela, seja uma puta virada de chave. Falo sobre expectativa em geral, nas relações, nas amizades, nos acontecimentos e sobretudo na vida. Eu sempre fui a rainha da expectativa e por isso também sempre me frustrei. Primeiro porque não tem como criar a ideia de como uma coisa vai ser, e do jeito que vai ser. Segundo que de 20 pessoas que conheço, 18 tem um lado bem filha da puta e maldoso e aí é balde de água fria.

Quanto mais vivo, mais vejo como as pessoas são egoístas e é por isso que conto nos dedos quem é que vale a pena incluir. Em quase 09 anos de terapia me percebo menos ingênua, mas ainda muito tonta de acreditar na coerência das pessoas. E de uns tempos pra cá, apenas aceitar a situação e me modificar em relação à ela tem me aliviado e poupado várias sensações de dessabor. Sem cobrança, ligando o foda-se que me é apresentado.

Com o Whatssap então, nem se fala.
Acho uma falta de respeito retumbante ler uma mensagem e responder 5 dias depois.
E sabe quantos acham isso normal? Incontáveis.

Desencanei, mas desencanei real mermo, só por isso posso contar isso aqui.
E aprendi a me delegar menos e a me poupar mais.

O intercâmbio age tão profundamente que ainda não consigo explicar.
Mas consigo sentir.

Esse exercício sobre redução de expectativa é tão maravilhoso que agora tenho me adaptado com mais facilidade com as mudanças, e morar fora do país é uma mudança voraz.

O que eu posso controlar?
Eu mesma! Meus planos, meus sonhos, sem querer controlar o futuro, um pouquinho por vez.

Metas traçadas, ano já bombando, rascunhos aos montes e o mais importante: foco ajustado.

Agora é construir, construir e viver!











quinta-feira, 7 de novembro de 2019

Tática de guerrilha

Sábado típico inglês: frio, chuva e vinho

Pra combater o inverno eu cozinho, descobri isso hoje. Fiz arroz, feijão e mais tarde vou fritar um ovo com gema mole, só pq a vida é bela e eu sou brasileira.
Pra combater a saudade eu mando áudios gigantescos, mando foto, escrevo uns posts idiotas e compartilho memes mais idiotas ainda, saber que faço as pessoas darem risada me conecta com a minha melhor versão, irônica, ácida e verdadeira.

O frio nem é a pior parte, o que fode é a chuva. Hoje começou 08am, agora são 18h30 e ela não cessou um único minuto. É insuportável e dá um desgosto enorme em estar aqui, mas ao mesmo tempo vejo as crianças na saída da escola e pra eles tá tudo bem, assim como a galera na academia, vida normal. Esse tem sido o maior exercício: tornar a vida normal ainda que em um clima odioso e uma escuridão que começa as 17h30 e acaba as 08h.

Tenho lido artigos de business e marketing, escutado podcasts, a facilidade pra falar inglês é quase natural, arrisco uns filmes sem legenda e entendo 90% do programa matutino da BBC. Isso é foda pra caralho.

Pra combater o vazio eu volto pra Inglaterra gastando em Pounds e guardando moedinhas com a cara da rainha só pra rememorar, escutando meu sotaque favorito, vivendo o sonho de estar novamente num dos lugares que me mais me fazem feliz no mundo! Agora também posso dizer que sei me virar em Liverpool e voltarei novamente e novamente e novamente pq a Inglaterra é a maior zebra dessa vida e a paixão que tenho por aquele país nem eu mesma sei explicar. Minhas amigas inglesas me receberam tão bem, foram dias intensamente felizes, como sempre é.

Pra combater a ansiedade eu vou fingindo que não sei quantos dias faltam para o Carnaval (107), vou igorando os planos todos que já tenho pra esse momento histórico, falando com a minha irmã, com as minhas amigas, haja coração e haja fôlego pra não me deixar levar e tacar um foda-se bem grande nesses três longos meses que ainda faltam passar.

Tento combater os momentos de deprê com chocolates, sorvete, vinho, Paulaner, pão de queijo e coxinha. Nem sempre adianta, mas dá um calorzinho no coração.

Começo a entender porque o inverno mexe tanto com as pessoas. A parada é foda mesmo e acho que os primeiros dias são os piores. O cerébro demora pra entender que está escuro e ai bate um sono, uma sensação esquisita. Esses dias eu fui dormir 22h30 pq não sou obrigada a nada, mas sempre fui dormir mais tarde e ai no meio da noite tive um pesadelo horrível. Mas isso também vai passar e sei que logo mais estarei adaptada.

Ainda se fosse só isso, não é mesmo?

Preciso analisar tanta coisa, pesquisar outras e criar um novo plano. Lá vamos nós novamente.

Por mais que esfrie e chova, eu tenho aqui minhas táticas de guerrilha!












terça-feira, 2 de abril de 2019

O que eu tô fazendo da minha vida (versão Irlanda)

Que caralhos eu vim fazer nessa terra fria?

Me livrar dos follows ups, daquela casa velha e do meu pai escutando rádio AM às 06h, me livrar de São Paulo, do trânsito e do ônibus. São Paulo já não dava mais, pelo amor de deus.

Mas porra do lado de cá, enquanto espero a mina mais lerda e tonta do apê tomar banho pra eu finalmente ter a minha vez de paz, sossego e chuveiro, eu fico pensando em todas as etapas e tretas que precisam ser enfrentadas todos os dias.

Aqui eu tenho amigos que vão dos 19 aos 32 e às vezes sinto falta de uma boa conversa, profunda, em português, que é a língua que mais tenho vocabulário. Em inglês, além da idade pouca dos amigos, meu vocabulário (ainda) não me permite que eu mergulhe nas profundezas das argumentações e muitas vezes eu acho tudo uma grande bosta. Dai eu lembro de fazer follow up e o tédio passa.

Será que nunca nessa vida as coisas serão fáceis? Tenho que morrer e nascer de novo pra ver se dou sorte? Porque olha, sinceramente, eu tô cansada. TUDO, SEMPRE, difícil pra caralho.
Pra chegar aqui foi um parto de 2 anos, pra viver aqui é uma treta por dia e fico me questionando pra quê? pra quê passar por tudo isso? pra depois ficar velho e morrer, pois é, quando meto essa nem a terapeuta consegue responder.

Demis dizia que era pra me tornar mais forte. Diz que voltei de UK parecendo um foguete e que sente inveja da minha força de vontade.  Eu sinceramente caguei pq tudo tem limite. Vim pra Dublin justamente pra ter uma vida viável, poder ir e voltar a pé do trabalho, poder trabalhar com as crianças, aprender logo de uma vez por todas essa bosta de idioma, me livrar da didatura que acena como quem tá voltando pro Brasil. Mas aí haja paciência pra viver com mil pessoas e nunca ter privacidade pra nada, haja paciência pra ter que aturar gente com baixa auto estima enchendo o meu saco e tentando me deixar pra baixo, haja paciência pra esse bando de Irish xenofóbico, haja paciência pra aguentar sub emprego, haja, tá ligado?

São 32 anos anos vivendo com a faca na garganta e eu tô cansada, só isso. foda-se.
Não me venha com essa de luta e força e pensamentos positivos pq não cola.
Tem hora que enche o saco viver e fica o pensamento:

o que que eu tô fazendo da minha vida?

















segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Ja é!

No meio da rua em pleno sábado, região de Pinheiros:
uma bateria ensaiava marchinhas e axés e músicas do mais esperado e amado de todos!

O Carnaval 2019 será marcado por paródia e resistência.
invadir a rua com alegria numa vagabundagem gigantesca, onde todo mundo é livre pra fazer o que quiser em meio ao autoritarismo ridículo que bate à porta, será um ato político.

O Bolsonaro já é um dos presidentes mais odiados por todos.
brincar o Carnaval só vai deixar bem claro que pra além desse governo de bosta, ainda tem chão e tem maré pra gente nadar!

Entoei Aurora e todo mundo começou a olhar.
tô nem aí, é Carnaval que rasga.

terça-feira, 7 de agosto de 2018

A carência é a mãe da merda





“Por muito tempo foi assim, Nathy, e até cair a ficha deles que o negócio mudou, vai levar um tempo”.  Foi assim que a terapeuta argumentou sobre o que eu tinha dito a respeito das atitudes dos homens em geral, inclusive dos meus exs. 

Eis que o macho cheio de si, surge completamente do nada, como se fosse meu amigo,  mais do que isso, como se tivesse falado comigo ontem,  me mandando um inbox perguntando se poderíamos nos divertir como nos velhos tempos (???????) e ainda ousou em fazer uma piadinha, pois deve se achar muito engraçado com uma intimidade que ficou em 2011.

O outro, mais falso que o Temer, deve ter achado que abafou muito quando veio fuçar meus stories na maior cara de pau do século, e ainda, perdendo completamente o senso de ridículo, forçou a barra total se aproximando na certeza de que iria dançar comigo na Casa das Caldeiras. Otário.

Como é que pode, né?

Mas como bem disse ela, vai levar um tempo, mas uma hora esses embustes vão acordar e ver que a parada mudou. Vão se ligar que estão passando vergonha por aí, e que felizmente as mulheres não estão mais aturando esse tipo de atitude. Eu mesma, até pouco tempo atrás aceitava tanta palhaçada, que é claro que os machos se achavam no direito de pintar e bordar.  É claro que eu vou fazer uma piadinha que ela cai, basta uma olhadinha, até porque ela está completamente ao meu dispor.

Enquanto isso acontece e ouço cada vez mais das minhas amigas que a situação está ridícula para o lado delas também, sinto cada vez menos esperança em construir uma relação legal baseada na sinceridade e na parceria. É muito macho escroto se sentindo fodão.

A desconstrução é árdua e vem com o tempo. Desde 2003 aturando, aguentando, passando por cima, perdoando, investindo uma energia descomunal pra ter um retorno bosta. A carência é a mãe da merda, já diria Clara Averbuck. E é uma das grandes verdades dessa vida. Depois que a minha ficha caiu e eu percebi de verdade que não mereço pouco, a parada começou a mudar. Depois que decidi romper de vez com quem não estava comigo 100%, depois que eu vi que meses seguidos de cama e Netflix doem muito menos do que perder noites de sono por uma mensagem que não veio ou por esperar a atitude de uma pessoa que é totalmente sem atitude, depois de tudo isso, é muito difícil retroceder.

Passei a vida toda dizendo que não me contentava com pouco, mas sempre me contentei com o mínimo. Isso acabou. E a atitude dos caras tem que mudar, o movimento das minas está maravilhoso, quanto mais tiver força, mais vai engrenar.

Respeito e maturidade emocional: esse é o caminho.

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Sobre escuta, atenção e livramento

Tem sempre uma pessoa, né? Pois. Ontem essa pessoa  estava completamente angustiada e começou a desabafar comigo (????????????) sobre seus problemas, suas dores, suas fraquezas. Como boa ouvinte, escutei tudo, tirei uma onda para deixar o clima mais ameno, afinal, estávamos num ambiente de trabalho,  e no fundo no fundo pensei que bom que ainda tenho meus amigos para quem eu posso desabafar, chorar, maldizer, tirar esse peso que as vezes deixa a vida angustiante. Quem nunca transbordou, não é mesmo? Por mais defeitos que as pessoas tenham, não me custa nada dar uma orelha amiga.

Fiquei mega aliviada também de ter me livrado do problema pelo qual a pessoa enfrenta, um problema realmente angustiante, repetitivo, latejante, que se torna um inferno. Meu deus do céu, qual é o problema das mães que competem com as namoradxs/esposxs? Já tinha ouvido tanta história a respeito, até que aconteceu comigo e eu fiquei perplexa! Porque tem que ter uma vida muito chata, muito pequena, muito ciumenta, muito problemática, para não enxergar e não reconhecer que o filhx tornou-se adulto e que viverá a própria vida. Das miudezas cotidianas às farpas frente a frente, eu não desejo que ninguém passe por isso. O problema é complexo porque envolve a família do parceirx, envolve dinheiro, tempo, atenção, paciência, dai tem a própria pessoa que às vezes tem um coração bom, arquiteta cenas, uuuufa, enfim, não é fácil, mas até que me sai bem durante a epopeia.

Haja terapia. Haja paciência. Haja meditação, oração, cada um com a sua fé!

A pessoa acabou de chegar bufando contando os novos episódios proporcionados pela tal sogra.

Cara!
Deus me livre
Mas
Me livre com muuuuuuuuuita força!

Rosehelena, o que dizer da sogra master que virou minha amiga?
Eva, mi cubanita linda de toda la vida, te amo, te quero, te extraño!

Preciso dizer mais?




sexta-feira, 18 de maio de 2018

Por mais papo reto e menos mimimi


Quem foi que inventou essa de que parecer desinteressado é muito legal? É muito cool? É muito superior? Por que é que as pessoas perdem tempo fazendo que não estão nem aí quando na verdade é o contrário? A pessoa quer ganhar a sua atenção pagando de desinteressada?

Esses dias um cara que tinha me chamado pra sair veio com um papo de que “estava com preguiça”. Ah, sim? Amigo, se você acha que vai mandar essa de preguiça e eu vou achar demais, você está redondamente enganado. Tanto que ele tá lá falando sozinho até agora. Não tenho a menor paciência com quem acha que é muito descolado ser desinteressado. 

O outro veio dizer que conhecia sim o tal bar, mas que a última vez que tinha ido lá ficou com uma ressaca de dois dias. (??????????) Cê jura que quer sair com uma gata e acha um puta de um argumento dizer que foi lá e teve ressaca de dois dias porque já está velho?  Não seria melhor mandar um “bora!”

Sabe: parem! Apenas parem. Parem de fazer esse jogo reverso com ideias idiotas pra pagar justamente o contrário, pra saírem como os descoladinhos de sp. Agora tá na moda dizer que é velho, né? O que tem de meme (inclusive do meu amado Chapolin) dizendo que o jovem prefere o wifi, a cama e etc. Mas porra, você quer sair com a gata e manda essa de que ta velho,  baby a única coisa que eu quero é dar risada e tomar cerveja, pra isso é preciso energia. Se você tá sem energia sai fora.
E o que dizer do  jovem que veio se vangloriar com um “eu sou um looser”. Querido se você é um perdedor sai de perto de mim. Oxe! Eu tenho lá tempo pra perder com looser? Felizmente não tenho não.

Tudo o que me parece desinteresse automaticamente me desinteressa. É assim! É assim que ter que ser. Esse negócio de jogo inverso é uma puta armadilha, pra gente correr atrás e massagear o ego alheio. Pelamor, se você quer sair comigo mande um: vamos tomar uma cerveja amanhã?

Se você quer conversar comigo manda um email! Verbalize, viabilize, não precisa ficar me rondando sem ter, de fato, uma atitude.

A vida está complicada demais pra gente complicar com peguetes, amores, namoros.
Sem jogo. Já disse isso aqui um milhão de vezes, mas parece que o povo gosta mesmo é disso.
dai fica no vácuo, porque aqui não vai ter jogo, não vai ter ronda nos stories, não vai ter por debaixo dos panos.

É na transparência. O papo é reto, sem curva ou meias palavras.
Coragem!
É a única forma de ninguém sair se fodendo e nem gastando energia com o que não precisa.


quinta-feira, 10 de maio de 2018

Gente interessante

Estava cá com os meus botões pensando em quão criteriosa estou. Depois dos 29 a ficha cai e a parada é diferente. Um rostinho bonito não faz mais tanta diferença como fazia antes. É tanto idiota com dente perfeito que mudei minha concepção. E ai me pego pensando em todos os critérios, pré critérios e vai me dando uma irritação comigo mesma, mas é uma irritação sadia, uma vez que ela me livra de vááárias ciladas.

Fico pensando como é que as pessoas conseguem ficar com caras que ainda moram com os pais????
Mano, isso é bizarro! Pra mim já não dá mais.
Porque a pessoa tem que ter o mínimo de independência, de responsabilidade, saber se virar com a comida, bancar o mercado e lavar as próprias cuecas. É o mínimo.

O cara pode até ser legal, mas porra, 28 anos morando com a mãe? Não rola.

E tem os papos, a inteligência, a base, as características individuais, a bagagem, essa que é muito mais do que os lugares os quais você viajou. Tem muito idiota viajado por aí, não é disso que estou falando, basta entrar nos apps e ver que a maioria das fotos é em vários países diferentes. Tô falando de gente interessante, gente que sabe o que tá acontecendo no mundo, no brasil, na cidade, gente que tem um olhar pra fora da bolha, que manja de sons, que manja de uns lugares, e principalmente que tenha maturidade, maturidade emocional, saca?

A verdade é que não me vejo mais acompanha de um moleque. Não me atrai.
Dia desses estava acompanhada por um cara que não é um gaaaato, mas que é muito interessante. E inteligente para um caralho, desses de esquecer quantas cervejas tomamos de tão bom que o papo estava. Maravilhoso.

E aí fica esse limbo, essa lástima, esse deserto, já que é ao mesmo tempo que é delicioso encontrar companhias interessantes, também é difícil pra caramba. É muito mais fácil ser um bonitinho raso, né? Ou então ser um cult esquerdomacho falso, o que também não dá.

Será que eu tô chata demais?
Será que eu tô viajando?

Lembrei da Margarete dizendo que beleza não põe mesa. E que ser bonzinho é diferente de ser falsinho.

Gente de verdade, quanto mais eu vivo mais difícil fica.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Melhor coisa

Odeio espinhas, odeio mancha de espinha e uma das coisas que eu mais queria nessa vida era ter uma pele linda, sem manchas, dessas que acordam passam um protetor solar e estão prontas para ganhar a vida.

Mas a vida não é mole pra ninguém e depois que parei de tomar hormônios, isso ainda lá na Inglaterra, a pele pipocou de espinha, coisa horrível e o pior é que ficou manchada.

pensa numa mocinha triste =(

dai que nesses grupos maravilhosos da internê, eu descobri o sabonete de açafrão, totalmente natural!
é tanto amor que em menos de um mês as manchas já sumiram bastante, ai ai a vida é bela.

mas meu hidratante acabou =/
e lá fui eu atrás de um hidratante natural.

a parada é essa: cosmético natural! boto a maior fé.

fora que ainda ajuda o pequeno comércio, quem põe a mão na massa, é outra vibe!

usem sabonete de açafrão, okey?

(acordou blogayra ela)

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Vai vendo

tô eu linda, loira e magra pegani uma cerveja no forró, quando eis que surge um sem noção:
- pô brasil, vou te falar hein!
- quê?
- você...
- hum?
- você é ex de um amigo e eu sempre quis ficar com você e não posso!
- querido não sou obrigada, ok?
sorriso amarelo.


detalhes:
eu estava acompanhada (!!!!)
o meu acompanhante estava do meu lado (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
eu nunca dei intimidade para esse sem noção (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)
não, ele não estava bêbado.

ele foi idiota, machista, ridículo e eu fiquei tão sem reação que a única coisa que saiu foi o não sou obrigada. o crush me olhou, obviamente com cara de: que porra é essa!

maluco folgado.
ai que ódio!

esse é um que nunca mais vai dançar comigo. otário.


tá, beleza!

seguimos em direção à saída do forró e eu tirei alguns cartões do babá alternativa pra deixar na bancada do hostel (local do baile), e pedi para o cara da recepção.

segue diálogo em anexo:

- posso deixar meu cartão aqui?
- pode sim.
- obrigada!
- você é muito bonita
- obrigada!
- posso te adicionar no face (o crush do meu laaadooo!!!!!!!!!!!)
- pode, tchau.

esse cara pau foi educado pelo menos, mas mano do céu, olar, sabe?

ainda bem que o gato é sensacional e tem humor ímpar, pq riu e ainda fez graça dizendo "eita nóis que moça cortejada!" ahahahah olar.

porém, eu acho que tá faltando noção pros caras.

pela amor












segunda-feira, 31 de julho de 2017

Dificuldades

Muito difícil ter vizinho hippie! Os safados trocam o dia pela noite e quando o relógio apita 22h30 é um tal de arrastar móvel pra lá e pra cá, barulho de martelo, bola caindo no chão, sei lá, só sei que não é possível ver uma sériezinha na Netflix em pax! Tô quase subindo lá e deixando um bilhetinho porta abaixo. Não é possível, né?

pior é que dei de cara com a moça, e ela aparenta ser uma fofa. acho que ela nunca morou em apartamento, talvez seja de fora do Brasil (O Butantã e seus imigrantes S2), mas se chegar no meu limite vou lá bater na porta e mandar o papo reto.

aiaiaiaiai

eu tento ser fofa & meiga & delicada
mas a vida não dá trégua, Brasil.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

A saga da bota ou a gata de botas



Chovia em São Paulo, chovia aquela chuva paulistana chata pra cacete que pega todo mundo na hora do rush, chovia sem parar, mas era dia de forró e eu não sou obrigada a nada, muito menos a perder um forró por causa dessa chuva.

Pernocas doiradas do sol carioca, linda de vestidinho, foi com raiva que coloquei as botas, odeio ficar com os pés molhados e pra dançar não há nada melhor do que uma boa rasteirinha.
Detalhe: as botas eram, no caso, de 2008, comprei na Prego quando era ainda estagiária do Virgula. Mas como sempre fui muito cuidadosa, tem coisa que perdura e eu sigo usando.

Tudo muito bem, cheguei sequinha e estava rodopiando no salão quando senti a mesma sensação quando subia o Morro 2 Irmãos. Ai caramba, não pode ser! Sim, a sola da bota tinha descolado, olha que beleza! O forró estava só começando e eu ia dançar até o final, e agora? arranquei a sola, guardei na mochila e segui a vida com o tecido me protegendo.

Qualoquê!

Foi a vez do outro pé ter a sola descolada! Cai na gargalha já que era a única coisa que me restava. Nisso o tecido já ia dando sinais de morte súbita.

Os amigos aconselharam: tira isso e fica descalça, mas cadê coragem pra botar meus pézinhos naquele misto de água preta, catuaba e cerveja? até tentei e consegui com muito esforço ficar 5 minutos daquele jeito. Sou bagaceira mermo só no Carnaval, no resto do ano sou mocinha.

Mas e agora, hein?
e agora
e agoraaaaaa

Sentei no palco e comecei a pensar num jeito. Peguei os solados e coloquei por dentro da bota como se fosse uma nova palmilha, né que deu certo?

Ainda fiz o trajeto Anhagabaú-Jaguaré e subi o morro naquela situação.
Quando finalmente sentei na minha cama, pensei:

Mas só comigo acontece isso, hein?
ainda bem que o universo conspirou a favor!


segue foto em anexo.


ps: só pode ser São Paulo recalcada querendo mostrar que pode mais.
eu hein.