Diz que Benja e Demis fazem a brincadeira do Fusca quando aparecem Catarinos vermelhos pelo caminho. Não é lindo?
Ontem a Bia me mandou um áudio e ainda hoje quando escuto a voz dela é impossível não lembrar dela pequenininha.
Dai fico fazendo esse link pq imagina, jajá ele faz 10 anos e logo mais faz 15 e ai eu quero ver, Catarina, ai eu quero ver!
B de Bia
B de Benja
como diria a Luisa: " o mundo é muito difícil para peixes"
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terça-feira, 18 de setembro de 2018
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
A gata de pelúcia
"Você é a mulher mais brava que eu já conheci. A mais brava e a mais louca também". Você me disse isso depois da gente discutir sei lá por qual razão que já nem me lembro mais. Fiquei puta e feliz ao mesmo tempo. sou braba mesmo, vou fazer o quê?
Diz que minha tataravó espanhola, Juana, era assim como eu e que minha bisa Dolores logo quando nasci viu os muitos pelinhos que formavam nas minhas costas e disse pra minha mãe: ela vai ser igual a minha mãe (Juana) repara aqui nesses pelos, nem tem idade pra isso. essa vai ser brava! Crendices à parte, nem era sobre isso esse texto, era sobre como você também tinha me deixado muito feliz depois desse tapa-elogio dizendo que também sou a mais louca. Defina louca, né meu bem?
Louca porque eu me posiciono, não faço joguinhos e sou transparente? louca porque pulo Carnaval sozinha ou faço o que me der na telha porque não sou obrigada? louca porque não sei fazer a falsa? porque se for isso, eu realmente sou meio louca mermo. E no pós conversa você também disse que nunca tinha gostado de uma mulher assim e esperava a semana passar rápido para poder estar comigo logo no final de semana e que mesmo nos dias mais quentes em que as nossas mãos estavam suadas juntas você não queria soltar. E disse isso olhando no meu olho sem piscar, sem nem olhar pra cima. pois é, foi assim, eu me lembro bem lembradinho. E nessa hora eu dei uma pequena morrida. Ai tirou um saco com laço de fita e me deu a gata em forma de urso mais linda desse mundo que agora leva o nome de Belinha. Feliz Natal para minha Nathy. A gente formava um belo casal isso sim! foi tudo tão singelo, sincero, esses namoricos sem pretensão, mas foi tão linda também a história. eu nada sabia, nem planos fazia, só queria ir pro Ibirapuera com você andar debaixo das árvores e discutir futebol porque incrivelmente você foi um dos raros sãopaulinos com quem me meti, uma vez que tenho ranço dessa raça com todas as minhas forças! deus do céu que gente chata.
ai ai ai como é fofa a vida de quem está enamorado, não é meixmo?
agora me diz: quem diria que Belinha, a gata de pelúcia, que ganhei num Natal seria um componente fundamental do Babá Alternativa? quem diria que as crianças adorariam brincar com Belinha, tia quem te deu essa gata? como é que se explica isso pruma criança de 04 anos? Belinha de óculos, belinha de chapéu, belinha pra cima e pra baixo. belinha quantas histórias temos juntas?
de você nem sei mais, diz que está casado justamente com uma Nathália (cof cof cof).
a vida é essa bola mágica que a gente chacoalha na certeza de que vai ver a neve e ai no meio do caminho aparece um mar com sol esfregando na nossa cara que não controlamos nada. a gente faz aqui sem saber como é que vai ser lá.
a vida é foda e me lembrei disso hoje,
já pode dar Feliz Natal?
Diz que minha tataravó espanhola, Juana, era assim como eu e que minha bisa Dolores logo quando nasci viu os muitos pelinhos que formavam nas minhas costas e disse pra minha mãe: ela vai ser igual a minha mãe (Juana) repara aqui nesses pelos, nem tem idade pra isso. essa vai ser brava! Crendices à parte, nem era sobre isso esse texto, era sobre como você também tinha me deixado muito feliz depois desse tapa-elogio dizendo que também sou a mais louca. Defina louca, né meu bem?
Louca porque eu me posiciono, não faço joguinhos e sou transparente? louca porque pulo Carnaval sozinha ou faço o que me der na telha porque não sou obrigada? louca porque não sei fazer a falsa? porque se for isso, eu realmente sou meio louca mermo. E no pós conversa você também disse que nunca tinha gostado de uma mulher assim e esperava a semana passar rápido para poder estar comigo logo no final de semana e que mesmo nos dias mais quentes em que as nossas mãos estavam suadas juntas você não queria soltar. E disse isso olhando no meu olho sem piscar, sem nem olhar pra cima. pois é, foi assim, eu me lembro bem lembradinho. E nessa hora eu dei uma pequena morrida. Ai tirou um saco com laço de fita e me deu a gata em forma de urso mais linda desse mundo que agora leva o nome de Belinha. Feliz Natal para minha Nathy. A gente formava um belo casal isso sim! foi tudo tão singelo, sincero, esses namoricos sem pretensão, mas foi tão linda também a história. eu nada sabia, nem planos fazia, só queria ir pro Ibirapuera com você andar debaixo das árvores e discutir futebol porque incrivelmente você foi um dos raros sãopaulinos com quem me meti, uma vez que tenho ranço dessa raça com todas as minhas forças! deus do céu que gente chata.
ai ai ai como é fofa a vida de quem está enamorado, não é meixmo?
agora me diz: quem diria que Belinha, a gata de pelúcia, que ganhei num Natal seria um componente fundamental do Babá Alternativa? quem diria que as crianças adorariam brincar com Belinha, tia quem te deu essa gata? como é que se explica isso pruma criança de 04 anos? Belinha de óculos, belinha de chapéu, belinha pra cima e pra baixo. belinha quantas histórias temos juntas?
de você nem sei mais, diz que está casado justamente com uma Nathália (cof cof cof).
a vida é essa bola mágica que a gente chacoalha na certeza de que vai ver a neve e ai no meio do caminho aparece um mar com sol esfregando na nossa cara que não controlamos nada. a gente faz aqui sem saber como é que vai ser lá.
a vida é foda e me lembrei disso hoje,
já pode dar Feliz Natal?
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quinta-feira, 15 de maio de 2014
Fui feliz em Santos
Há fases na vida que deixam saudades, mas essa que vou contar não precisou completar nem um ano para me deixar nostálgica. Aconteceu em janeiro passado, início de 2014. Sem emprego, tempo livre, curtindo os dias quentes e aproveitando a vida com coisas simples eis que rumei pra Santos, litoral paulista. Fui passar três dias na casa da Michelle, que conheci através da Nath. Eu queria um tempo perto do mar, mas sem grana a situação ficava complicada e a Mi abriu as portas na maior boa vontade.
Um apê gracinha que na pequena temporada me serviu de abrigo. E eu amei. Enquanto ela saia para trabalhar no shopping, eu ficava com a Manu, filha de 7 anos por quem me apeguei. Porque não basta ser tia Nathy, tem que jogar Uno, entrar no mar, ensinar a cantar a música da Gretchen, inventar histórias dentro da água, inventar comidas e comer milho na praia. Na maior simplicidade. Com paz no coração e a certeza de que tudo é possível quando queremos. Entre um cigarro e outro, que Mi fumava sentada no chão enquanto Manu assistia um desenho antes de pegar no sono, conversávamos sobre planos, problemas, passado e futuro. E eu observava com riqueza de detalhes o quão poderia ser delicioso, ainda que trabalhoso, criar uma filha com a independência quebrando a cabeça pra fechar mais um mês.
Manu, que nas duas vezes em que a ví estava quieta e educada, pegou confiança e virou minha amiga <3 font="">3>
E eu ficava pensando como é que passei 25 anos da vida achando criança um saco! (Gratidão ao Benja eternamente....). Quando saí pra uma caminhada sozinha, obviamente me perdi, e como é bom perder-se com o mar ao lado. Tomei açaí, olhei a vida caiçara passar, pensei que certamente me acostumaria a morar lá embaixo ( e que certeza vou morar na praia um dia), e fiquei realmente grata pela atitude da Mi, que dividiu a vida comigo.
Fomos à uma festinha de criança e comemos pacas, Manu uma graça com fita de laço na cabeça, a mãe da Mi extremamente descontrole, espontânea, me diverti horrores com direito a passeio pelo centro velho de Santos e outros lugares especiais... Fui feliz alí.
E sempre que vejo a foto dessas duas lembro como a vida foi doce naquele período. Como pequenas atitiudes podem significar muito num momento confuso e que somos nós os responsáveis por cultivarmos quem entra na nossa vida!
À Mi e Manu obrigada! obrigada.
ando nessas de deixar claro quem é que tá do lado, quem é que faz a diferença e vocês fazem!
suaslinda, tudo Gretch!
amo.
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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
Voltar também faz parte
Voltei de Cuba com muitas sensações. Algumas já se concretizaram e assim facilita escrever, externalizar. Voltei com ainda mais certeza de quem sou, do que gosto e desgosto, dos meu limites, da minha coragem e sinceridade, da impulsividade que me faz largar e voltar, pular ou ficar.
Voltei com saudade dos meus pais, da raiz, do lugar do qual sai, essa sensação pra mim é nova. Logo eu, a ovelha desgarrada da família - como já diria minha mãe - com saudade? Pois é.
Voltei mais apaixonada pelo Demis, entendendo questões que antes relutavam em entrar na minha cabeça (pela educação, pelo ritmo, pela cultura com que cada um foi criado). Agora conheço suas raízes, sua família, o cenário em que foi criado, as paisagens da infância, os detalhes na criação do filho. O conheço mais e conheço mais a mim também.
Voltei dando mais valor ao dinheiro, às roupas, aos sapatos, aos móveis, aos bens materiais. Não me considero muito consumista, mas voltar de Cuba me fez enxergar que tenho muito. Voltei com o peito cheio de vontade de conhecer outros lugares, outros caminhos, novos cheiros e povos. Voltei com sonhos, planos, anseios, metas.
Voltei com vontade de aprender (logo) a falar espanhol fluente. La lengua me encanta, assere!
Voltei (mais) apaixonada pelo Brasil. Durante 24 dias ouvindo espanhol, um cubanês rasgado e rápido, ouvir um pouco de português, reconhecer alguns brasileiros perdidos na ilha, era de encher os ouvidos e aquecer o coração. E ouvir sambas, erguer a bandeira na janela e lembrar porque é que eu adoro tanto ser apelidada de Brasil. Um Brasil de Martinho, Cartola, Gonzaga, Clara, Elis, responsáveis por embalar a festa e animar ainda mais a bebedeira.
Essa viagem foi um verdadeiro presente. Um presente que eu mesma construí. Poupei festas, economizei cervejas, comi arrozefeijão aos finais de semana (querendo morrer!), deixei de comprar roupas, das mais simples às mais rebuscadas, engoli infinitos sapos no trabalho, engoli infinitos sapos dentro de casa, deixei meu carro ainda mais velho, me afastei da terapia, me afastei do forró, passei a fazer a conversão Real>Dólar>Cuc, e TUDO, T-U-D-O valeu a pena. Faria tudo novamente com certeza!
Voltar é concretizar todo o processo da viagem que começou lá pelos idos de maio. Voltar é curtir uma viagem que agora é guardada na memória. É por os pés no chão e degustar através de fotos e contos tudo o que vivi e não foi sonho, foi real! Voltar é curtir a saudade e programar a próxima viagem.
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domingo, 8 de dezembro de 2013
Cuba, Ilha de Contradições (parte 1)
Hoje completa uma semana que retornei
de Cuba.
Esperei um tempo para acalmar o coração, sentar e escrever. Fui sentindo, degustando, e em meio a esse retorno de rotina, família e amigos, fui contando a eles um pouco do que vivi por lá. Contei que há duas Cubas: a dos gringos, exótica, meio roots, com belas praias, atividades culturais baratas e de boa qualidade, restaurantes charmosos e com hotéis chiques. E a Cuba dos cubanos - a ilha da contradição, do rum barato, de andanças e ônibus lotados, dos táxis que deixam cheiro de diesel nas roupas, das comidas de rua não tão boas assim e nem tão frescas, do turismo que ainda está em desenvolvimento, de um povo acomodado e feliz, que sabe viver com o simples, que sabe viver sem essa necessidade de se matar para trabalhar, a Cuba de um povo que vive da troca, que não tem internet nem Facebook, que é fascinado por novela brasileira e pelo Brasil, a Cuba simples e comovente por assim ser simplesmente.
Esperei um tempo para acalmar o coração, sentar e escrever. Fui sentindo, degustando, e em meio a esse retorno de rotina, família e amigos, fui contando a eles um pouco do que vivi por lá. Contei que há duas Cubas: a dos gringos, exótica, meio roots, com belas praias, atividades culturais baratas e de boa qualidade, restaurantes charmosos e com hotéis chiques. E a Cuba dos cubanos - a ilha da contradição, do rum barato, de andanças e ônibus lotados, dos táxis que deixam cheiro de diesel nas roupas, das comidas de rua não tão boas assim e nem tão frescas, do turismo que ainda está em desenvolvimento, de um povo acomodado e feliz, que sabe viver com o simples, que sabe viver sem essa necessidade de se matar para trabalhar, a Cuba de um povo que vive da troca, que não tem internet nem Facebook, que é fascinado por novela brasileira e pelo Brasil, a Cuba simples e comovente por assim ser simplesmente.
Tem música dentro do ônibus, o pão é
entregue sem papel, embrulho ou sacola, alguns bolos decorados não vêm
embalados e é normal andar com um bolo nas mãos pelas ruas de Havana. As
mulheres usam unhas de acrílico enormes, sempre pintadas e com alguns detalhes
desenhados. A Cuba que eu conheci e pela qual me apaixonei, tem um cheiro
misturado de perfume barato, mar e diesel. Foi no Cerro, bairro próximo a Santo
Suarez, que meu um click.
Voltávamos do estádio LatinoAmericano onde
assistíamos um jogo de beisebol do Industriales, que fora interrompido
por conta de uma forte chuva. Ignoramos a água e decidimos voltar para casa a
pé. Era noite de terça-feira, passava Avenida Brasil e dava para ouvir a novela
pelas televisões da vizinhança. Eram poucas as casas que não acompanhavam
a saga de Nina e Carminha. Andamos tranquilamente pelo bairro e pude praticar
minha atividade preferida em Cuba, que foi olhar dentro das casas e tentar
sentir um pouco como é que vivem, observar sem julgamento, observar e me
incluir, fazer de conta de que eu era de lá. Casas humildes, móveis antigos,
chão e paredes sem reboco, muitos porta retratos e quadros com fotos
penduradas. Mesas de aço antigas, sofás velhos, cadeiras de balanço de madeira,
cadeiras de balanço de plástico, moto estacionada dentro da sala. E famílias
vidradas na novela. Senhores, jovens, crianças, adultos distraiam-se com o
folhetim de João Emmanuel Carneiro após um dia quente de inverno. Paramos em
uma doceria. Prateleiras vazias, doces velhos, rosquinhas gostosas.
Em muitos momentos senti um nó na
garganta. Não sei se o nó era por mim, que reaprendia a dar valor às coisas
simples, ou se era pelos cubanos, que acostumados com essa vida, nem se
questionavam sobre uma possível melhoria, um outro ritmo, uma outra vida.
Talvez as palavras não sejam
suficientes para descrever tudo o que é esse país e como eu o descobri, a ilha
de 12 milhões de cubanos e toda a peculiaridade, ritmo, sangue e vida dos que
vivem numa constante contradição.
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Enquanto isso, em 1997...
Euclydes de Oliveira FigueiredoA gente usava uns cinco cadernos, carregava vários livros didáticos e a mochila vinha bombando, pesada cheia de coisas. Mas era só entrar na classe que o mau-humor sumia. Turmas grandes, recreio, Educação Física, menino pega menina, guerrinha de mexerica ou ovo cozido. Quem estudou no Euclydes certamente se lembra.
As melhores lembranças daquela fase em que a gente deixa de ser criança pra se tornar mocinha (o) são de lá. Padaria Center Lima, Rua Marechal Olímpio Mourão Filho, EMEI Ronaldo Porto Macedo, Av. Corifeu. Tio André, Tio Agostinho. As tias do doce, serventes, professora Valderez, dona Satico, professora Raquel, Marília e Fátima com suas invenções chatas. (Quem lembra do abajur de palito de sorvete?)
A gente andava na rua sem medo, achava que tudo na vida acabava em pizza ou bolo de chocolate. Fazia educação física e depois ia suado pra aula de matemática do Carlos. Eu chorava quanto tirava nota baixa e virava amiga das professoras de Português. Levei uns bons tombos por lá, arrumei briga, varri o pé da menina que eu não gostava só porque eu era mais velha. Tava metida na briga da final do campeonato de vôlei, que foi suspenso porque um menino foi atropelado. Ele era amigo da mesma menina que eu varri o pé e que ganhou da minha classe.
Quantas coisas. Lá, quando era Dia das Crianças não tinha aula, era dia de festa. Cada um levava um prato de doce ou salgado ( metade da classe adotava o método mais prático de comprar um refri) e em cada turma rolava o comes e bebes.
O ensino fundamental é, sem dúvida, um período marcado por sensações, cheiros, frases e músicas que quando retornam à cabeça, de prima são reconhecidos como 'coisas da época'. A classe era lotada de gente, tinha algumas panelas, mas a maioria se aturava, afinal, era o sétimo ano olhando pra cara das mesmas pessoas. Naquela época eu usava Side Play, comprava big big e chupava pirulito de coração. Dançavamos o hit "Chupeta de Trem" do Tchakabum, ia na festa de halloween da igreja e conhecia a nacionalidade japonesa.
Tinha os que adoravam jogar vôlei no recreio, bater figurinha, comer maçã ou mexer no cabelo da amiga. As famosas "Enquetes" com 100 questões estavam na moda. Tudo pra tentar descobrir com quem seu amor ficaria da classe. Aí o besta vinha e respondia "confidencial, pulo essa" ou simplismente não respondia a bendita pergunta.
E quando o final da oitava série foi chegando, deu aquele aperto. Apesar da viagem de formatura, da colação de grau e etc, batia a certeza de que dali pra frente a vida não iria ter o mesmo sabor. Conheceríamos outras pessoas, bairros, cantinas. No ensaio da formatura eu chorei feito bebê, fui vaiada, mas recebi o abraço das minhas amigas. Quantos apelidos eu dei, briguinhas bobas, roubo de foto e milhares de bilhetes com os amigos.
Discuti com a professora por ter quebrado um copo, ví um menino engolir uma moeda, uma amiga quebrando o lustre, outra dar uns beijos atrás da escola. Ví algumas classes pretas depois do incêndio, que tristeza. Corri em torno do quarteirão, mandei correio elegante na festa junina. Ano a ano até acabar. Faz sete anos que tudo isso aconteceu e ainda assim não parece velho. O importante foi ter vivido intensos oito anos de aprendizado.
Hoje quando passo em frente ao Euclydes sinto muita saudade, e tenho quase certeza que isso só vai aumentar.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
Martírio e Martinis
Martírio é assim: Imagine um machucado aberto no seu próprio joelho, sangrando. Agora imagina um pedaço de caco de vidro bem pontiagudo, e ai você fica cutucando o machucado até ele doer bastante, aí você chora, se descabela e decide não mexer mais na merda do machucado.
Quando o joelho finalmente está melhorando surge a brilhante idéia: Deixa eu ver como vai ser se eu colocar o caco de vidro lá de novo!!!!! Mas ai o joelho sangra de novo e dói e nunca muda.
Agora a pergunta que não quer calar: Por que, você sabendo que isso te machuca, sabendo de todas as consequências, e que até mesmo seu joelho pode ficar ruim pra sempre, por que diabos você volta com o caco na mão? "Ahhh é pura burrice, é falta de vergonha na cara" irão dizer alguns. Outros falarão: "Isso é falta de amor próprio, é gostar de sofrer"
Mas porra, o joelho é meu, o vidro é meu, o sangue é meu, então me dá licença de fazer o que eu quiser??? responderia eu a mais ignorante de todas! A cada gole de café e risco de caneta bic preta na folha, vejo que é mais fácil seguir assim meio Zeca pagodinho, deixando a vida levar. Depois surge a idéia freuidiana de analisar cada ato e ai gente, enrrolou tuuuudo.
Porém uma coisa é bem certa, se você conseguir nunca mais encostar no vidro e esquecer o joelho, o machucado enfim cicatrizará, e não, ele não vai te furar do nada nem por vontade própria! Ficou claro?
1° dia de carnaval, com apenas um joelhinho 100%
mas começa assim, e o bom da vida é que sempre dá pra recomeçar do jeito que você quiser. Ídeia fixa e como diria o pica-pau: Lá vamos nós!
Quando o joelho finalmente está melhorando surge a brilhante idéia: Deixa eu ver como vai ser se eu colocar o caco de vidro lá de novo!!!!! Mas ai o joelho sangra de novo e dói e nunca muda.
Agora a pergunta que não quer calar: Por que, você sabendo que isso te machuca, sabendo de todas as consequências, e que até mesmo seu joelho pode ficar ruim pra sempre, por que diabos você volta com o caco na mão? "Ahhh é pura burrice, é falta de vergonha na cara" irão dizer alguns. Outros falarão: "Isso é falta de amor próprio, é gostar de sofrer"
Mas porra, o joelho é meu, o vidro é meu, o sangue é meu, então me dá licença de fazer o que eu quiser??? responderia eu a mais ignorante de todas! A cada gole de café e risco de caneta bic preta na folha, vejo que é mais fácil seguir assim meio Zeca pagodinho, deixando a vida levar. Depois surge a idéia freuidiana de analisar cada ato e ai gente, enrrolou tuuuudo.
Porém uma coisa é bem certa, se você conseguir nunca mais encostar no vidro e esquecer o joelho, o machucado enfim cicatrizará, e não, ele não vai te furar do nada nem por vontade própria! Ficou claro?
1° dia de carnaval, com apenas um joelhinho 100%
mas começa assim, e o bom da vida é que sempre dá pra recomeçar do jeito que você quiser. Ídeia fixa e como diria o pica-pau: Lá vamos nós!
sexta-feira, 18 de janeiro de 2008
Senta que lá vem a história!

Esse aqui vai para todos que se sentavam no sofá para acompanhar as aventuras do ratinho Roy, do Bluto azul, prof° Tibúrcio, da mulher que cantava o hino nacional, da Nina e sua boneca careca, Família Theodoro e tantos outros.
Um dos melhores, senão o melhor programa do começo da década de 80, feito pelo canal Cultura e que sem dúvida ensinou tantas coisas para as crianças da época. Quem não respondia às perguntas da esfinge? e repetia atentemente PA-LHA-ÇO! Era tão bom, não tinha glamour e retratava a vida de crianças de classe média, aquele toque paulista que encanta e muito.
Viu como se faz? martelo, martelinho para a gente martelar! Pétala de rosa orvalho matutino pulo de formiga rá-tim-bum, dizia a fadinha ruiva. E a musiquinha velha a fiar?
É uma pena que canais como a Cultura não tenham mais espaço na televisão brasileira, a Globo e o SBT dão mais importância para o íbope e a grana que estão arrecadando, do que de fato para o público que é destinado tais programas.
E para proseguir com a sessão nostalgia continuo a relembrar da cobra Sílvia que era muuuito marrenta, a sereias de água doce e o doutor Barbatana, professor Miguilin, o detetive Máscara, e as histórinhas que sempre eram antecipadas pela tão famosa frase: "Senta que lá vem história", sem falar da abertura do programa que é iraaada, o ratinho atrás do queijo vai indo, indo até chegar no bolo e RÁ TIM BUUUUM!
Pra você que assim como eu aaama esse programa e outros antigos como Glub Glub, X-Tudo e Mundo da Lua, eles são reprisados na Cultura em horários doidos! Mas na TV a cabo no canal 29 à meia-noite, tem uma programação chamada 'Fui Criança Também'.
E ai é só correr pro abraço!
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