quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

O fogo e a gasolina

Que difícil se apaixonar
e gostar de alguém
e pensar na pessoa
e querer a pessoa
e as comunicações todas, suas falhas, suas entravas,
e o ego, as inseguranças, a posse e o ciúme,
e as palavras, a navalha, a treta,
e o tempo, o respiro, o pensamento
o destino, o desenrolar da história,
o outro lado, o espelho e o revés,

em que momento foi que nos apegamos?
entre uma ida e outra no apê do Morumbi e com a eleição mais fudida como pano de fundo, quando é que deu essa merda toda de enlace?
quando foi que eu não quis mais sair do teu lado? e mesmo assim sai, cabeça erguida, cabelo jogado, fazendo a quem não tava nem aí
muita coisa dita sem precisar ter dito nada.

eu é que me espantei com isso tudo, a surtada dessa vez nem sou eu, veja bem.

eu nem me lembrava qual tinha sido a vez em que havia sentido isso,
sofrer de amor até que não é de todo mal.



(eu sou o gás, você é a fagulha)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

odeio

a minha impaciência me tira do sério!
no final de ano então, fica insuportável.

mas que chatice meu pai
acaba logo!

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

amor escancarado

Meu amigo eu me seguro muito, mas a hora que a parada estoura NINGUÉM me segura!
Faço ficar boquiaberto, faço estrondo, estardalhaço, estilhaço, faço que é pra sentir na carne.
E ontem foi tudo isso, tudo o que estava engasgado saiu como um jato d'água bem certeiro, bem gelado, bem Nathália e nem aquele par de olhos azuis foi capaz de me calar. Receba e escute.

despejei.
desaguei.
desabafei.
desarmei.

aaaaaaaaaahhhhhh o alívio dos que falam o que sentem, dos que são sinceros, dos que são reais e verdadeiros e não mentem, falei tanto que acabei foi ouvindo o que nem imaginava ouvir, Brasil!

Que coisa linda poder escutar sobre o sentimento de alguém com seriedade e sem filtros (ontem eu estava sem filtro nenhum, como há muito não verbalizava), que saudade, que vontade, que amor!

fiquei tão feliz mas ao mesmo triste.

a vida e suas injustiças descabidas.

a cachacinha de canela fez efeito!

a minha melhor versão é essa! mais nathália impossível, impulsiva, mandona, maravilhosa e que bota o dedo na ferida, duvido que quando você chegou todo lindinho imaginava a enxurrada que lhe esperava.


é assim mesmo e que bom agora poder dizer pro mundo inteiro que eu tô mais na sua do que nunca, e que você já sabe e que a gente agora vai casar e ter filhos (alouca).

você é lindo demais e arrisco dizer vem cá e me abraça que eu gosto mesmo é de quando o ar mal consegue sair e eu escuto e sinto em você largado em cima de mim (de novo)

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é muito amor



quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Desde que o samba é samba é assim

É o melhor, melhor melhor melhooooooor!
eu amo o Caetano Veloso demais, melhor cantor/compositor brasileiro vivo.
de boca cheia eu afirmo.

no programa da Tatá Werneck, que lacre!
ainda mandou um sincerão pra quem defende burramente a ditadura
(e morou in London!) aiaiaia

todos os dias eu escuto pelo menos uma música dele.
quando tô feliz, quando tô triste, no Santo Forte, no Taraaaaado, em todos os Carnavais, no meu aniversário, no inverno ou vééérão, é Caê que berra
Caê faz parte de mim.



um dia se tiver um filho o nome será esse: Caetano.


dono do meu coração é esse leonino!



sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Ardeu

Já deu, já deu!
2018 ardeu forte.

quero é praia, cerveja e bunda no mar!



e digo mais!
tô armando uma que se rolar nego num vai acreditar
hohohohohohoho



quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Fragmentos

(...) e ir comigo no Roda Viva cantar Chico e Caetano bem no dia mais difícil de todos.
Quando reluziu a onda azulada foi que me dei conta dos detalhes, que de tanta vergonha, bobeira pisciana, mal conseguia encarar.
Ter de esperar, des-esperando, como quem finge que não há nada no ar acontecendo, é de lascar.
Acaba de começar um Chapolin inédito, e eu louca pra te contar... (...)

Quando o Carnaval Chegar

Quem me vê sempre parado
Distante, garante que eu não sei sambar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tô só vendo, sabendo
Sentindo, escutando e não posso falar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo as pernas de louça
Da moça que passa e não posso pegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Há quanto tempo desejo seu beijo
Melado de maracujá
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

E quem me ofende, humilhando, pisando
Pensando que eu vou aturar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
E quem me vê apanhando da vida
Duvida que eu vá revidar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Eu vejo a barra do dia surgindo
Pedindo pra gente cantar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Eu tenho tanta alegria, adiada
Abafada, quem dera gritar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar

Mas eu já tô indo embora
Um outro que agora me tome o lugar

Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar
Tô me guardando pra quando o carnaval chegar