quarta-feira, 17 de abril de 2013

Partiu?

Eu acho fundamental saber a hora de sair cena. Acho bem mais bonito, mais amor próprio, mais legal. Tenho pavor das pessoas me acharem simpática demais, legal demais e acabar sendo tosca, dessas que não tem feeling pra saber que o momento já foi. Ainda bem que Deus me deu simancol, irreverência e jogo de cintura, e isso não se compra em loja, e não é mestrado ou doutorado que me trazem.

É uma pena saber que algumas pessoas preferem viver assim... Com pouco, com o mínimo, tendo que conquistar ao redor pra ter por perto outra que está tão longe. Não pelo Facebook, não por responder SMS, não por retornar ligações, não por encontrar às vezes. Falo do coração. Da paixão que acabou, do tesão que mingou, da atenção que já não é mais a mesma. Acho tão pequeno essas ações pra poder ser lembrada. Acho dissimulado, fake, pequeno. Por isso é fundamental a hora de saber sair de cena. De que adianta ser querida por amigos, família, colegas, se não é por você que o coração da pessoa balança na hora do encontro? Será que ter o posto de legalzona a traz de volta? Acredito que não.

Eu, dona da minhas inseguranças e ciente do meu ciúme, sinto-me vitoriosa por não viver na ilusão. Se vejo que pra mim não vai dar pulo fora! Sem enrolação, sem pieguismo, sem ter que deixar rastro, sem pagar de Dalai Lama que acima de tudo é amor. Sou de carne e osso, porra!

Além de não precisar desse tipo ínfimo de carinho, me respeito e tenho certeza de que a vida continua e outras histórias surgirão.  Não preciso convencer ninguém a ficar comigo. Preciso é convencer a mim mesma de que pessoas vão, outras surgem, algumas até continuam, mas nunca é a mesma coisa. As relações, as pessoas, tudo nesse mundinho muda e gira.

Por isso, meu coração está paz.

Mas sendo mais direta: vaza, sabe? Vai cuidar de você.


quarta-feira, 27 de março de 2013

Lembrete:

eu sou chata, muito chata, eu não gosto de dar beijo nas pessoas pra ser educada, odeio ser simpática, odeio ir em lugares que não quero, odeio fazer sala, social, tirar foto com quem não quero, odeio que me obriguem a ser quem eu não sou, odeio ouvir opinião alheia sem ter solicitado, odeio que me julguem por se acharem mais experiente, isso tudo ai de cima sou eu. Faço análise para poder me aceitar, não pra me modificar. não vou mudar, não quero mudar, não quero ter milhões de amigos e ser lembrada por simpatia. na verdade eu quero muito que se foda. pode ser infantilidade, egoismo, burrice, pode ser o que for, eu continuo querendo que se foda. porque quando finjo ser o que não sou, me fodo. quando deixo de ir onde como e quando quero pra ser gentil ou parceira, me fodo. quando deixo de falar pra não ser maloqueira, me fodo. não dou minha opinião sem que me pessam, não dou beijo pra parecer legal, não faço piada pra conquistar pessoas, não escrevo pra ser popular, e se quebro o pau e vou pra cima é porque acredito que aquilo seja certo. posso sim mudar de ideia, mas só quando eu quiser, não porque pessoas vão tentar me convencer.

sou ciumenta, barraqueira e impulsiva e se vier com graça o bicho pega.
além de tudo isso possuo um lado muito gente boa, engraçado, comunicativo, doce, sincero, romântico e único. mas só mostro esse meu outro lado muito sensacional pra quem eu acho que mereço. e se me arrepender eu volto atrás e começo do zero sempre!


só um lembrete pra eu não me esquecer.
e sempre que necessário ler, reler, ler, reler, ler, reler, até que grave, encrave e fique claro aqui dentro e aí fora. 

e se vierem me encher o saco eu mando esse link e poupo palavras e energia.

terça-feira, 19 de março de 2013

Logo ela






Logo ela que sempre foi imediatista, extremista, ou vai ou fica...
Logo ela que sempre (achou) que sabia tudo...
Logo ela que nutriu certezas indissolúveis, que tinha sempre uma resposta na ponta da língua, 
que não engolia sapos, que não media seus atos, falava, vivia, explodia!
Agora conversa,
Agora repensa,

Agora. Pausa.
Agora respira,
Agora vê além das precipitações.

E cansa.
Na tentativa de fazer diferente,
Vive junto, tudo junto
Sem a ilusão de que num passe de mágica, plin!
tudo será diferente.

Logo ela...


quinta-feira, 7 de março de 2013

E aí?

Então é isso: o carnaval passou, o aniversário já se foi e agora a vida de cara lavada me pergunta: E aí? E aí que novamente eu não sei, ficou pra trás planejar e seguir tudo à risca. Tento segurar a ansiedade ao máximo e ir vivendo aos poucos, mas ao mesmo tempo sinto que não saio do lugar.
A única coisa que sei desde 2004 lá pelos idos do ensino médio, era a vontade e o objetivo de me tornar jornalista. E me tornei. Só que nunca me passou pela cabeça o que viria além dos quatro anos de faculdade, além dos estágios e possíveis empregos fixos. Nunca tive esse questionamento do depois, porque pra mim o mais importante era ter essa porra de profissão. Mas passado o sonho de ser recém-formada, agora fico a ver navios.

Vivendo os primeiros dias com 26 anos, a única certeza que tenho é de que quero ser feliz. Preciso é achar a maneira que viabilize essa felicidade e não importa se viverei de freelas e fazendo cursos grátis, se batalharei um trampo voraz num lugar onde eu me sinta completa como repórter, se vou largar tudo e estudar letras numa faculdade pública de Fortaleza ou se vou vender o carro e ficar quatro meses fora do Brasil vivendo uma experiência única e sozinha.

Todos os dias de manhã sinto que falta algo, que falta um sentido pra tudo isso, que é esforço demais para felicidade de menos. Sinto os dias escorrendo pelas minhas mãos e eu cada vez mais burra, nessa superficialidade de viver apenas para pagar contas e comprar cervejas. Sinto que é possível ser feliz trabalhando menos e com mais tempo para mim.

Quero dias sem amarradas, com menos estress, com menos questionamentos, apenas fazendo algo que me deixe satisfeita e que me faça ter certeza porque decidi lá pelos idos de 2004 cursar esse tal jornalismo.
E se mesmo assim a insatisfação continuar, é porque uma nova curva tenho que fazer na vida. Sem frustrações, sem arrependimentos, sem neuras e cansaço exarcebado de tanto pensar. Apenas mais uma mudança como tantas que fiz e terei que fazer nessa loooooonga caminhada.

Tem que fazer sentido, senão é vida disperdiçada. (e eu já não posso mais).

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Pela janela


do trabalho pra casa. da casa pro trabalho. da casa pra casa de amigos. da casa pro forró. do forró pra casa, do supermercado para casa, da balada pra casa. de casa pra casa da vó, do trabalho pra casa, da casa pro trabalho. eu moro em um condomínio e na maioria das vezes em meio a tantos trajetos, idas e vindas, imersa num cotidiano que exige rapidez, vejo a menina na janela. Parada, calada, quase uma sombra. Não é bonita, nem feia, tem uma expressão triste, talvez seja casada, sei que tem um filho, é dona de casa.

Tenho flashs dela de cabelo preso e blusa vermelha, cabelo solto e blusa preta, sempre com a mesma expressão de quem vê a vida passar. Só passar. E eu sempre muito feliz, muito brava, muito triste ou muito cansada, nessa intensidade que me suga, penso em como será a vida dela. Às 07h da manhã bêbada penso se ela também já teve noites de esbórnia. Pessimista sem ver solução pros problemas, desejo trocar de lugar com ela. Olha, vai lá e faz o que você quiser, mas me deixa aqui olhando, pensando, olhando, nem sei se vendo, mas olhando essas janelas, esses carros, a avenida, e essa galera sem freio. E ela lá, continua a olhar.

Talvez eu quisesse ter a mesma paciência pra ficar parada olhando. Talvez uns a achem a mais fofoqueira do residencial Jardim Bonfiglioli, talvez a vida dela seja pouco interessante ou tenha muitas questões pra refletir. Ao certo mesmo, não sei de nada. Mas sempre que a vejo ali parada na janela tenho uma vontade de gritar: - Ei fulana, desce! entra aqui no carro e vamos tomar uma cerveja.

Eu e minha inquietação.

Nesses caminhos e vidas que se cruzam em cenas típicas de condomínio e se esbarram entre corredores, estacionamentos, janelas e portarias, a menina fita tudo ao seu redor e me pergunto se precisamos de muito para relaxar ou ser feliz.


segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Marchinha

Oh! Catarina porque estas tão triste, mas o que foi que te aconteceu?
Foi a Nathália que caiu do galho deu dois suspiros e depois morreu...


É na verdade uma marchinha antiga de carnaval. Um amigo me escreveu há tempos essa paródia e sempre me vem à cabeça.

Quando metade de mim fica down, a outra tbm se atinge, ainda que seja ela quem impulse a outra pra voltar ao estado normal.

Sempre penso na nathália caindo do galho e na Katharine olhando tudo ao redor...

tentar separar é impossível.

há que se ajudar

Ano Novo

Que em 2013 eu tenha mais coragem pra me conhecer melhor, principalmente meus limites,
Que eu não tenha medo de me jogar, mas saiba a hora de voltar à superfície.
E progrida no entendimento do sentido da vida - a minha vida, no aprendizado dia após dia, e nunca, nunquinha, jamais, esqueça o quão é bom sorrir e fazer sorrir.


Mais um ano CC!

#nóis